Novo líder da direita em Alagoas, Alfredo Gaspar já é maior do que JHC?

Sem Gaspar, JHC não tem palanque, não tem bênção e não tem discurso que convença o eleitor conservador

Colagem feita com IA a partir de fotos de Alfredo Gaspar, junto com Flávio Bolsonaro, JHC - Fotos: Vittor Sales / foto de JHC é cortesia da assessoria

Há quatro anos, JHC saiu de Maceió para Brasília com a presunção de quem acabara de ler o futuro. Apoiou Bolsonaro no segundo turno, herdou o comando estadual do PL e cravou seu nome como o grande líder da direita em Alagoas. Parecia um movimento sem contestação, mas o tabuleiro virou.

O dia 5 de agosto de 2026 enterrou de vez essa narrativa. Foi quando Flávio Bolsonaro anunciou Alfredo Gaspar como seu vice-presidente na chapa do PL. O recado foi direto: o novo dono do capital político mais valioso do bolsonarismo em Alagoas não é mais JHC, e sim o ex-secretário de Segurança.

A partir desse instante, Gaspar deixou de ser apenas um nome forte para se tornar o fiador de qualquer ambição eleitoral em Maceió. Sem a chancela dele, JHC não tem palanque, não tem bênção e não tem discurso que convença o eleitor conservador. É ele quem dita as regras agora.

JHC, que antes podia flertar com uma postura independente, perdeu esse luxo. Ele será obrigado a pedir voto para Flávio e Gaspar, a dividir palanque e a engolir o orgulho. Qualquer tentativa de se manter no meio do caminho será fatal em uma eleição cada vez mais polarizada.

O cenário é difícil para JHC: ou ele se junta com Alfredo Gaspar e Arthur Lira, ou pode ter que assistir ao seu próprio declínio político. Não há mais margem para manobras. O dia 4 de outubro será o termômetro dessa virada.

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