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Protesto contra Braskem e Prefeitura marca Dia do Meio Ambiente em Maceió

Manifestação denuncia impactos do maior crime ambiental urbano do mundo causado pela extração de sal-gema

Os manifestantes jogaram tinta vermelha na calçada do prédio - Fotos: Reprodução/MST-AL

No Dia do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou um protesto em frente à sede da Prefeitura de Maceió. A manifestação visou denunciar os impactos do maior crime ambiental em área urbana do mundo, causado pela extração de sal-gema no bairro do Pinheiro.

Os manifestantes jogaram tinta vermelha na calçada do prédio onde trabalha o prefeito da capital, JHC, simbolizando a dor e o sofrimento de 60 mil pessoas afetadas pelo desastre.

Além da tinta, foram levados restos de sururu e peixes, principal fonte de renda dos marisqueiros da Lagoa Mundaú, que também sofreram com as consequências do rompimento da Mina 18, ocorrido no início de dezembro de 2023.




"Sangue, restos de sururu e peixe representaram a dor das famílias atingidas nos cinco bairros que sofrem com a ação da Braskem. A ação foi realizada pelo MST, em conjunto com moradores e moradoras dos bairros que ainda seguem em luta por justiça e reparação", declarou o MST em uma publicação.

Durante o protesto, cartazes com pedidos de socorro e justiça foram levantados pelos participantes. Entre as mensagens exibidas, destacaram-se frases como "Prefeitura lucrou com o crime da Braskem", "A Lagoa Mundaú pede socorro" e "A vida acima do lucro".

Em julho de 2023, a Prefeitura de Maceió e a Braskem selaram um acordo de R$ 1,7 bilhão para compensar o afundamento de bairros da capital. O acordo quita integralmente a responsabilidade da empresa pelos danos causados pela extração de sal-gema.