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Papagaio Chauá retorna à Zona da Mata de Alagoas após 30 anos de extinção funcional
A escolha da RPPN se deve à sua preservação de Mata Atlântica, tornando-a ideal para a futura soltura das aves
Após três décadas, o Papagaio Chauá está de volta à Zona da Mata de Alagoas. Nesta terça-feira (24/9), um grupo de 20 indivíduos da espécie foi reintroduzido na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) como parte do Plano de Ação Estadual para a Conservação do Chauá. A iniciativa é promovida pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), em parceria com diversas instituições, incluindo a Usina Coruripe.
Os papagaios passarão por um período de readaptação no viveiro, com a previsão de soltura em janeiro de 2025. Alberto Fonseca, promotor responsável pela iniciativa, expressou otimismo: “São mais de 30 anos que se via essa realidade, por isso, estava extinto por aqui. Ver esse início de reintrodução acontecendo muito nos orgulha”, afirmou Alberto.
A escolha da RPPN se deve à sua preservação de Mata Atlântica, tornando-a ideal para a futura soltura das aves. A colaboração inclui instituições como o Instituto do Meio Ambiente, o Museu de Zoologia da USP e a Universidade de São Carlos. “É muita gente envolvida para trazer de volta o Papagaio Chauá ao litoral sul de Alagoas,” complementou Fonseca.
Luiz Fábio Silveira, pesquisador do Museu de Zoologia da USP, ressaltou a importância da iniciativa. “São aves que vieram de apreensão, de maus tratos, de tráfico de animais e que foram reabilitadas em SP. Então, vão ficar aqui por cerca de três, quatro meses, nesse viveiro grande e especialmente construído para recebê-las, de modo que possam fortalecer a musculatura de voo”, explicou ele.
O Papagaio Chauá, que era comum em Alagoas na década de 1950, foi extinto na região devido ao desmatamento e ao comércio ilegal de animais silvestres. Com aproximadamente 40 cm de comprimento e plumagem vibrante, essas aves são sociais e costumam viver em bandos que podem ultrapassar cem indivíduos. A reintrodução representa um passo importante na conservação dessa espécie no estado.
São aves que vivem em bandos e podem ultrapassar os cem indivíduos voando juntos. Costumam se reunir ao fim do dia em dormitórios coletivos, sempre em árvores altas, onde ficam mais protegidas. Apesar de serem observadas em grupos, formam casais bastante coesos.
Habitam preferencialmente florestas primárias, onde encontram alimento e locais para construírem seus ninhos, embora possam explorar também florestas secundárias e até mesmo quintais ou áreas residenciais próximas das florestas onde vivem. Possuem excelente capacidade de voo, percorrendo grandes distâncias.
*Com informações da Assessoria
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