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48% dos alagoanos com 25 anos ou mais não concluíram o ensino fundamental
Dados do IBGE mostram os desafios e avanços da escolaridade em Alagoas

De acordo com dados preliminares do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (26), 48,4% dos alagoanos com 25 anos ou mais não têm instrução ou não concluíram o ensino fundamental. Esse índice coloca Alagoas como o segundo estado com maior taxa de baixa escolaridade no país, atrás apenas do Piauí, onde o percentual é de 49%.
Apesar dos desafios, os números mostram uma evolução significativa ao longo dos anos. Em 2000, 74,7% da população alagoana nessa faixa etária não tinha instrução ou ensino fundamental completo. Em 2010, o índice caiu para 64%, e em 2022, chegou a 49%. No Brasil, a média de pessoas com baixa ou nenhuma escolaridade é de 35,2%, abaixo da realidade alagoana, mas também em queda em comparação com os 63,2% registrados em 2000.
Desigualdades municipais
Os dados do Censo 2022 também revelam disparidades entre os municípios alagoanos. Maceió lidera o ranking de escolaridade, com 20,32% da população de 18 anos ou mais com ensino superior completo. Outros municípios com bons índices são Arapiraca (13,37%), Marechal Deodoro (13,14%), Palmeira dos Índios (11,37%) e Barra de São Miguel (10,86%).
Por outro lado, Mata Grande apresenta o pior desempenho, com 66,24% da população adulta sem instrução ou com ensino fundamental incompleto. Outros municípios com baixa escolaridade são Estrela de Alagoas (65,67%), Inhapi (64,72%), Olho d'Água Grande (64,58%) e Campo Grande (64,40%).
Expansão do ensino superior
A proporção de alagoanos com 25 anos ou mais que concluíram o ensino superior saltou de 3,9% em 2000 para 13,4% em 2022. Esse índice coloca Alagoas à frente de estados como Maranhão (11%), Bahia (12%), Pará (12%) e Ceará (12,7%), embora ainda abaixo da média nacional de 18,4%.
No estado, quase 268 mil pessoas concluíram ao menos um curso de graduação. As áreas mais populares são Negócios, Administração e Direito, com 75.426 graduados, seguidos por Saúde e Bem-estar (53.010) e Educação (50.982).
Frequência escolar em crescimento
A taxa bruta de frequência escolar também apresentou avanços. Em 2022, quase 98% das crianças de 6 a 14 anos estavam matriculadas na escola, um aumento de mais de 10 pontos percentuais em relação a 2000. Entre jovens de 15 a 17 anos, a taxa é de 85%. Já a frequência escolar de crianças de 0 a 3 anos cresceu de 7,7% para 27,8% no mesmo período.
Desafios na educação indígenaA população indígena em Alagoas enfrenta condições mais precárias em relação à escolaridade. Enquanto 43,61% da população geral de 18 anos ou mais não concluiu o ensino fundamental, entre os indígenas esse índice sobe para 50%. Além disso, apenas 7,7% dos indígenas alagoanos concluíram o ensino superior, contra 11,85% da população geral.
Sobre a pesquisa
Os dados preliminares do Censo 2022 sobre educação trazem indicadores como frequência escolar, grau de instrução, média de anos de estudo e áreas de formação no ensino superior. As informações estão disponíveis no SIDRA – Sistema IBGE de Recuperação Automática (http://sidra.ibge.gov.br) e podem ser consultadas por nível nacional, regional, estadual e municipal, com detalhamento por sexo, cor ou raça e faixa etária.
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