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Policiais civis entregam cargos de chefia em ato público nesta terça-feira (18)

Operação policiais podem ser afetadas pela manifestação da categoria que reivindica melhores condições de trabalho

Decisão pela paralisação e entrega de cargos aconteceu no dia 27 de favereiro - Fotos: Ascom Sindpol/Divulgação

O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) realiza nesta terça-feira (18), às 9h, um ato público em frente à Delegacia-Geral, no bairro de Jacarecica, em Maceió. O objetivo é entregar os cargos de chefia e gratificações como forma de protesto pela demora do governador Paulo Dantas em concluir o acordo da majoração da carga horária, que já afeta o trabalho da Polícia Civil e o atendimento à população.

A maioria dos policiais que ocupam cargos de chefia e gratificações já assinou o documento de entrega. A falta de conclusão do acordo tem paralisado diversas operações policiais, incluindo as da Seção de Capturas, essenciais para a segurança pública em Alagoas.

A categoria reivindica a compensação financeira pelo aumento da jornada de trabalho de 30 para 40 horas semanais, vigente desde 2003. A negociação se arrasta há dois anos, e mais da metade dos policiais civis já conquistaram esse direito na Justiça. Em um gesto de boa vontade, a categoria aceitou abrir mão do pagamento de retroativos, aderindo à Proposta C, apresentada pelo Comitê de Negociação Sindical (Cones).

Operação no Ritmo do Acordo

Enquanto o acordo não é concluído, a categoria mantém a Operação no Ritmo do Acordo, que estabelece diretrizes para garantir que o trabalho policial seja realizado dentro da legalidade. Entre as medidas estão:

- Uso de coletes balísticos, armamentos e viaturas em boas condições de uso;

- Direção de viaturas caracterizadas apenas por policiais que concluíram o curso de Condutores de Veículos de Emergência;

- Presença de delegados durante operações policiais e procedimentos.

O ato público foi aprovado em assembleia geral e faz parte das ações de mobilização pela conclusão do acordo da majoração da carga horária. A categoria espera que o governo de Alagoas priorize a resolução do impasse, que impacta diretamente a eficiência da Polícia Civil e a segurança da população.