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MPF denuncia 19 por esquema de corrupção que desviou R$ 23 milhões da Petros
Operação Greenfield revela organização criminosa que usou negócio imobiliário de R$ 280 milhões para lavar dinheiro e prejudicar fundo de pensão
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 19 pessoas por participação em uma complexa organização criminosa que desviou recursos do fundo de pensão da Petrobras (Petros). Segundo as investigações da Operação Greenfield, o grupo utilizou um negócio imobiliário de R$ 280 milhões como fachada para lavar mais de R$ 23 milhões de origem ilícita, incluindo valores enviados para contas no exterior. A operação fraudulenta ocorreu em 2010, quando a Petros adquiriu galpões industriais em São Paulo em uma transação considerada temerária.
As provas coletadas pelo MPF revelaram que a organização criminosa atuava através de quatro núcleos especializados: um responsável pela articulação dos contratos fraudulentos, outro pelas movimentações financeiras, um terceiro pela lavagem de dinheiro e um quarto pela ocultação de recursos em paraísos fiscais, especialmente na Suíça. A operação contou com a participação de um ex-gestor da Petros, operadores privados e uma advogada com influência política, que teriam recebido propinas disfarçadas como "comissões" equivalentes a 8% do valor total do negócio.
Além dos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, o MPF apontou a ocorrência de gestão temerária por parte dos envolvidos. Embora esse último crime já tenha prescrito em alguns casos, as demais acusações seguem válidas devido aos prazos mais longos previstos na legislação. Como medidas reparatórias, o MPF solicitou o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, valor que deverá ser revertido em benefício da própria Petros.
Esta não é a primeira vez que a Operação Greenfield investiga irregularidades em fundos de pensão. Em 2019, o MPF já havia denunciado 26 pessoas por fraudes contra a Funcef, Petros e Postalis, com prejuízos estimados em R$ 1 bilhão. As investigações continuam para apurar todos os desdobramentos do esquema criminoso e garantir a recuperação dos recursos desviados, essenciais para a segurança previdenciária de milhares de trabalhadores.
As informações são da Agência Brasil.
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