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Médica é presa em Arapiraca por agredir tia idosa e descumprir medida protetiva

Profissional já havia sido autuada pelo mesmo crime no mês passado, junto com a filha adolescente

O caso está inserido no contexto de violência doméstica e familiar, com base na Lei Maria da Penha - Fotos: Assessoria

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) autuou em flagrante, nesta segunda-feira (10/11), uma médica acusada de lesão corporal dolosa contra sua tia, uma idosa de 77 anos, no bairro Eldorado, em Arapiraca, Agreste de Alagoas. O caso ocorreu um mês após a profissional ter sido presa pelo mesmo crime, cometido também contra a parente.

De acordo com a Polícia Civil, a médica já havia sido autuada no dia 6 de outubro, quando, junto com a filha de 16 anos, agrediu a idosa após uma discussão motivada pela recusa da vítima em fornecer a senha do Wi-Fi. Na ocasião, a adolescente teria iniciado as agressões enquanto a tia estava sentada em uma cadeira de balanço, sendo logo depois auxiliada pela mãe, que também desferiu golpes na vítima.

A autuação em flagrante foi feita pelo delegado plantonista Matheus Enrique, e as duas responderam por violência doméstica e familiar, com base na Lei Maria da Penha.

Após o primeiro episódio, a médica foi liberada em audiência de custódia, sob a condição de não se aproximar da vítima, conforme medida protetiva expedida pela Justiça. No entanto, a profissional descumpriu a determinação judicial e retornou à casa das idosas, o que resultou em nova prisão em flagrante nesta segunda-feira (10).

As investigações apontam que não é a primeira vez que a médica é alvo de medidas protetivas. A própria mãe da profissional — também idosa e moradora da mesma residência — já havia solicitado proteção judicial contra a filha em outra ocasião.

Diante do descumprimento da medida, uma força-tarefa com policiais civis, militares e representantes do Ministério Público foi acionada para garantir o cumprimento da nova prisão. A médica permanece detida à disposição da Justiça, enquanto o caso segue sendo acompanhado pela Delegacia de Arapiraca e pelo Poder Judiciário.