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Iteral negocia fim de bloqueio na Fernandes Lima após protesto por reforma agrária em Maceió
Trabalhadores sem-terra liberaram via após mediação; movimento cobra suspensão de reintegrações e desapropriação de áreas
A intervenção do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) foi decisiva para encerrar o bloqueio de um trecho da Avenida Fernandes Lima, em Maceió, na tarde desta terça-feira (3/3). A via havia sido interditada por trabalhadores rurais sem-terra que reivindicam medidas urgentes relacionadas à reforma agrária no estado.
A negociação foi conduzida pelo diretor-presidente do órgão, Jaime Silva, com suporte do Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar. Após rodada de diálogo com as lideranças do movimento, houve acordo para a liberação da pista e para a desocupação, até o fim do dia, de prédios públicos federais que estavam sendo ocupados desde o último domingo.
A mobilização envolve aproximadamente 400 camponeses ligados a diferentes organizações sociais. Desde o início da semana, o grupo ocupa as sedes do Ministério da Agricultura (Mapa) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em Alagoas, cobrando soluções para conflitos fundiários históricos.
Entre as principais reivindicações está a suspensão de processos de reintegração de posse em áreas das antigas usinas Laginha e Guaxuma. O movimento também defende que cerca de 4.200 hectares pertencentes aos complexos do Grupo João Lyra sejam destinados à criação de assentamentos, por meio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Segundo os representantes, milhares de famílias aguardam regularização dessas terras há mais de uma década.
O coordenador nacional da Frente Nacional de Luta (FNL), Marcos Antônio da Silva, conhecido como “Marrom”, afirmou que o objetivo é pressionar por posicionamento efetivo do governo federal e do Judiciário. “Estamos buscando não apenas chamar atenção das instituições, mas cobrar do Governo Federal compromisso com a reforma agrária. Solicitamos que o Poder Judiciário suspenda os processos de reintegração de posse, para que as famílias ameaçadas de despejo tenham tranquilidade”, declarou.
Uma nova rodada de tratativas está prevista para o dia 12 de março, em Brasília, quando representantes do movimento devem se reunir com integrantes do governo federal na tentativa de avançar nas negociações e buscar encaminhamento para as demandas apresentadas.
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