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Mais uma traição de Arthur Lira? deputado pode sair do PP e se filiar ao PL de JHC

Em 2022, Lira disse publicamente que tinha acordo com Marcelo Victor, mas não cumpriu e foi chamado pelo grupo de Marcelo de traidor

Deputado Arthur Lira - Fotos: Reprodução Redes Sociais

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL) construiu sua trajetória política baseada em acordos e articulações, mas um episódio de 2022 ainda ecoa nos bastidores alagoanos como exemplo de rompimento de palavra pública. Na ocasião, Lira declarou que apoiaria o nome escolhido pela Assembleia Legislativa para substituir o então governador Renan Filho, que se afastaria para disputar o Senado. O escolhido foi o deputado Paulo Dantas (MDB). 


No entanto, quando o momento decisivo chegou, Lira surpreendeu ao apoiar a candidatura ao governo do senador Rodrigo Cunha (União Brasil), na época adversário do grupo que ele próprio havia se comprometido a defender.

O episódio deixou marcas no meio político, especialmente no então presidente da Assembleia, deputado Marcelo Victor (MDB), que viu um acordo público ser desfeito sem explicações formais. Para observadores, a atitude expôs um estilo de fazer política no qual alianças podem ser deixadas de lado quando os interesses pessoais apontam outro caminho.

A movimentação de Lira naquele momento foi interpretada como uma escolha estratégica, mas também como um gesto que colocava em segundo plano a confiança construída com aliados históricos.

Agora, em 2026, segundo publicado primeiro pelo site Vero Notícias,   Lira ensaia novo movimento que reacende a desconfiança em sua palavra. O deputado comunica a aliados a possibilidade de deixar o Progressistas para se filiar ao Partido Liberal (PL), legenda comandada em Alagoas pelo prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC). A eventual filiação colocaria Lira no mesmo espaço político de JHC, gerando desconforto e levantando questões sobre a solidez dos compromissos assumidos pelo presidente da Câmara.

Resta saber se, desta vez, as palavras de Lira serão acompanhadas de gestos coerentes ou se o histórico recente servirá de alerta para novos aliados. Em política, a confiança leva anos para ser construída, mas pode ruir em um único gesto de ruptura.