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Jovem agredido com mangueira por motorista não consegue ir à escola

Vítima apresenta abalo emocional após agressão em Pão de Açúcar e segue afastada das aulas enquanto caso é investigado

Jovem com ferimento no pescoço - Fotos: Cortesia ao O Alagoano

O estudante agredido por um motorista do transporte escolar no município de Pão de Açúcar, interior de Alagoas, não tem conseguido retomar a rotina escolar desde o episódio. O caso aconteceu na última quinta-feira (12/3). Segundo familiares, o jovem está isolado e se recusa a voltar às aulas após a agressão sofrida.

O caso veio à tona após denúncia formalizada na polícia, apontando que o motorista Washington Luis Soares da Silva teria atingido o aluno com uma mangueira durante o embarque no transporte escolar. A agressão teria causado ferimentos e ocorreu na presença de outros estudantes.

De acordo com a mãe da vítima, o impacto emocional tem sido significativo e o jovem ainda não se sente em condições de falar sobre o ocorrido. “Porque era bom também ele falar, né? O que aconteceu, que ele estava lá, foi ele quem passou por lá, o que ele passou. Aí ele, quem sabe, ia contar o que aconteceu. Vou falar com ele, porque ele não estava com condições não. Meu menino tá meio atoa meu filho. O que o motorista fez só foi só Deus. Mas depois ele vai receber a dele. Ninguém é mais do que Deus não”, disse.

Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Pão de Açúcar determinou o afastamento imediato do servidor e instaurou um procedimento administrativo para apurar os fatos. A decisão foi tomada pelo prefeito Jorge Dantas, que afirmou ter adotado as medidas cabíveis no âmbito da gestão municipal.

A Secretaria Municipal de Educação informou que uma comissão foi criada para conduzir a investigação interna, enquanto o caso também segue sob apuração das autoridades policiais. A vítima passou por exame de corpo de delito, e registros em vídeo do momento da agressão podem contribuir com as investigações.

Enquanto o processo avança, a família do estudante cobra justiça e aguarda providências, diante das consequências físicas e psicológicas causadas pela violência.