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Operação desmonta esquema de tráfico de drogas que usava pizzaria como fachada em Maceió

Ação integrada das forças de segurança cumpre mandados, prende suspeitos e revela uso de delivery para distribuição de drogas em condomínios

Operação “Última Fatia” desmonta esquema de tráfico com fachada de pizzaria em Maceió - Fotos: Ascom PF

Uma operação coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas (FICCO/AL) desarticulou, na manhã desta terça-feira (17/3), um esquema de tráfico de drogas que utilizava uma pizzaria como fachada na capital alagoana. A ofensiva, batizada de “Última Fatia”, teve como foco uma organização criminosa que atuava principalmente em condomínios residenciais de Maceió.

A ação contou com a participação da Polícia Federal, Polícia Militar de Alagoas e Polícia Penal, e incluiu o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, além da quebra de sigilo de dados telemáticos dos investigados. A operação também integra a mobilização nacional “Operação Força Integrada I”, realizada simultaneamente em diversos estados.

Durante as diligências, duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas. As equipes apreenderam substâncias com características de entorpecentes e dispositivos eletrônicos que devem auxiliar no aprofundamento das investigações.

De acordo com as apurações, o grupo utilizava uma pizzaria como ponto estratégico para armazenamento e distribuição das drogas. O esquema incluía um sistema de “delivery”, no qual motociclistas transportavam o material ilícito em mochilas térmicas, facilitando a circulação em áreas residenciais sem levantar suspeitas.

Devido ao risco envolvido, a operação contou com o apoio de unidades especializadas, como o Grupo de Pronta Intervenção (GPI), o Batalhão de Polícia de Choque (BPCHOQUE) e o Canil da PM, com uso de cães farejadores para localizar drogas e possíveis armas em locais de difícil acesso.

Segundo a FICCO/AL, a integração entre forças federais e estaduais tem sido fundamental para enfraquecer organizações criminosas e ampliar a segurança pública. Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa, com penas que podem ultrapassar 25 anos de prisão.