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Falta de água e saneamento atinge mulheres de forma desproporcional, alerta ANA
“Mais do que cobertura, o problema está em quem fica para trás”, destacou a agência.
Acesso à água potável chega a 98,1% no Brasil, mas a Agência Nacional de Água e Saneamento Básico (ANA) alerta que desigualdades persistem. Em áreas rurais, o índice cai para 88%, e nas regiões Norte e Nordeste não ultrapassa 81,9%.
No saneamento, apenas 59,9% da população conta com esgotamento seguro, segundo a ANA. O Brasil trata somente 57,6% do esgoto gerado. “Mais do que cobertura, o problema está em quem fica para trás”, destacou a agência.
Mulheres e meninas são as mais afetadas pela falta desses serviços, aponta a ANA. “Sem água na torneira, são elas as principais responsáveis pela coleta”, acrescentou o órgão, que ressalta a sobrecarga de trabalho e os riscos sanitários impostos a esse grupo.
Para Luana Pretto, do Instituto Trata Brasil, a desigualdade impacta também a educação. Em entrevista à Rádio Nacional, afirmou que crianças sem saneamento estudam dois anos a menos. O perfil excluído inclui negros, indígenas e pessoas de baixa renda.
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