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R$ 500 mil em "assessorias": Por que Dé Mototáxi gastou uma fortuna em serviços que a Câmara já tinha?
Terceira reportagem da serie sobre os contratos da Câmara de União dos Palmares mostra dá nome aos gastos com assessorias
Enquanto a população cobra eficiência e responsabilidade com o dinheiro público, a gestão do presidente da Câmara Municipal de União dos Palmares, Dé Mototáxi, reservou uma verdadeira fortuna para serviços que, em tese, já deveriam ser cobertos pela própria estrutura interna do Legislativo.
Levantamento feito pelo Portal O Alagoano revela que cerca de R$ 500 mil foram destinados a contratações de assessoria jurídica, contábil, administrativa e de auditoria, todas firmadas por meio de inexigibilidade de licitação, modalidade que dispensa a concorrência pública.
O contrato de maior vulto nesse pacote de serviços especializados é o da empresa Licitrar Gestão de Negócios, que embolsou R$ 180 mil para prestar consultoria e assessoria administrativa e gerencial na área de licitações e contratos.
A mesma empresa, em janeiro de 2025, firmou outro contrato, este no valor de R$ 25 mil, para serviços de auditoria administrativa, com vigência de apenas três meses.
Na área contábil, os holofotes recaem sobre o profissional Paulo Cesar de Medeiros, que somou R$ 187,5 mil em dois contratos: um de R$ 37,5 mil para três meses e outro de R$ 150 mil para 12 meses, além de um termo aditivo de R$ 12,5 mil para serviços extras relacionados à prestação de contas de 2024.
Já os serviços de consultoria e assessoria jurídica foram contratados por inexigibilidade no valor de R$ 100 mil com o escritório Alex Deywy Ferreira de Oliveira Sociedade Individual de Advocacia, com vigência de 12 meses.
O que chama atenção, e acende o sinal de alerta é que toda essa montanha de recursos foi desembolsada para serviços que, em grande medida, poderiam ser executados pelos próprios servidores e setores internos da Câmara.
A reportagem do Portal O Alagoano procurou o presidente Dé Mototáxi para esclarecer os motivos das contratações diretas, os critérios de escolha das empresas e a aparente sobreposição de funções em relação à estrutura administrativa da Casa.
Até o fechamento desta edição, no entanto, o gestor não respondeu aos questionamentos. O espaço permanece aberto para manifestação em futuras atualizações.
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