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MPAL detalha denúncia que levou à prisão de três suspeitos por estupro de criança em Junqueiro

Ministério Público de Alagoas aponta participação de dois homens e omissão de avó em caso de violência sexual contra criança de 10 anos

Fachada Ministério Público de Alagoas - Fotos: MPAL

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) detalhou nesta segunda-feira (30/03) a denúncia que resultou na prisão de três pessoas suspeitas de envolvimento em um caso de estupro de uma criança de 10 anos no município de Junqueiro, no interior do estado. A denúncia foi apresentada na última terça-feira (24).

De acordo com o MPAL, dois homens são apontados como suspeitos de praticar violência sexual contra a vítima. Um deles, tio paterno da criança, teria pago cerca de R$ 10 à avó e à própria vítima para a prática dos abusos. O segundo, vizinho da família, também é acusado de atos semelhantes mediante pagamentos entre R$ 2 e R$ 10.

O órgão ministerial também denunciou a avó da criança por omissão. Segundo a investigação, ela teria conhecimento dos abusos cometidos pelo tio paterno e não adotou medidas para interromper a violência. Em relação ao vizinho, não foi comprovado que tivesse ciência dos fatos, embora haja relatos inseridos no inquérito policial.

O MPAL informou que os abusos ocorreram de forma reiterada, em contexto de vulnerabilidade social, e foram confirmados por meio de escuta especializada e elementos reunidos na investigação. O tio paterno teria confessado a prática dos crimes.

Diante da gravidade do caso, o Ministério Público requereu a prisão preventiva dos três investigados, medida que foi deferida pela Justiça. Em audiência de custódia realizada nesta segunda, o promotor Paulo Roberto Alves reforçou o pedido de manutenção das prisões, que foi acatado pelo Poder Judiciário.