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Sua saúde pode custar 50% mais caro até 2050, e a culpa não é só da idade, segundo OCDE

O envelhecimento populacional significa que mais pessoas estão atingindo as faixas etárias em que as DCNTs são mais comuns

Imagem de teste de glicose - Fotos: Marcello Casal jr/Agência Brasil

As doenças não transmissíveis (DNTs) – como câncer, diabetes e problemas cardíacos – estão remodelando sociedades e afetando milhões a mais, que na geração anterior, com tendência de piora global.


Relatório da OCDE desta quarta (15). O documento alerta que, embora mais pessoas vivam mais tempo, muitas enfrentam múltiplas doenças crônicas, o que eleva gastos e reduz produtividade.

“DNTs encurtam vidas e afetam qualidade de vida. Mas impactos são evitáveis com ações sobre fatores de risco, diagnóstico precoce e tratamento aprimorado”, destaca a organização.

Números:
entre 1990 e 2023, câncer subiu 36%, DPOC 49% e doenças cardiovasculares 27%. Em 2023, um em cada dez na OCDE tinha diabetes e um em oito, doença cardiovascular.

Razões da alta:
progresso contra tabagismo e poluição foi prejudicado pela obesidade; melhoria na sobrevivência aumenta convivência com doenças; e envelhecimento populacional eleva casos.

OCDE prevê:
só o envelhecimento fará novos casos de DCNT crescerem 31% entre 2026 e 2050. Multimorbidade subirá 75% e gasto per capita com saúde para DNTs, mais de 50%.