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Advogada Júlia Nunes emociona ao comentar prisão de suspeito de violência contra Maria Daniela

Em pronunciamento, defensora relembrou ter sobrevivido à violência sexual na infância e afirmou que a mobilização popular foi decisiva para a captura do investigado

Advogada Júlia Nunes e suspeito preso - Fotos: Reprodução

A advogada Júlia Nunes fez um pronunciamento emocionado após a prisão de Victor Bruno da Silva Santos, de 19 anos, investigado por estuprar, espancar e tentar matar Maria Daniela Ferreira. A fala ocorreu logo após a confirmação da captura do suspeito, nesta sexta-feira (10/7).

Durante o discurso, Júlia revelou que também foi vítima de violência sexual quando tinha oito anos. Em meio à emoção, afirmou que a prisão representa uma conquista para quem acompanhou o caso, mas ressaltou que a luta por justiça ainda está longe do fim.

"Eu sou sobrevivente da violência. Eu fui vítima de violência sexual aos oito anos de idade. E eu não tive por mim o que eu pude dar por Maria Daniela, que é o grito de socorro", declarou a advogada.

Júlia também atribuiu a apresentação do investigado à mobilização da população. Segundo ela, a pressão popular manteve o suspeito cercado, mesmo antes do cumprimento da prisão preventiva. "Ele só se apresentou porque vocês, comigo, fizeram com que ele estivesse preso dentro de uma casa", afirmou.

A advogada destacou que a prisão representa apenas a primeira etapa do processo. Ela defendeu que o investigado permaneça preso, seja condenado e que as investigações avancem para identificar outros possíveis envolvidos mencionados pela vítima.

Victor Bruno foi preso em Taquarana após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele é investigado pelos crimes cometidos contra Maria Daniela, em dezembro de 2024, no município de Coité do Noia, no Agreste de Alagoas.

Ao encerrar o pronunciamento, Júlia reforçou que continuará acompanhando o caso. "A gente vai lutar agora, não é mais pela prisão, porque preso ele está. É pela permanência e pela condenação dele", declarou, ao afirmar que seguirá cobrando justiça para Maria Daniela e para outras vítimas de violência.