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“Em 8 anos de Olavo, nunca se viu isso”; comparações ganham força em Murici após operação da PF

Legado de entregas do ex-prefeito contrasta com investigação sobre suspeitas de corrupção envolvendo servidores da atual administração

Atual prefeito de Murici Remi Filho com o ex-prefeito Olavo Calheiros - Fotos: Reprodução/Instagram

A Operação Delivery provocou uma comparação inevitável em Murici. Apesar de serem primos, Olavo Neto e Remi Filho passaram a representar momentos distintos na administração municipal, especialmente na maneira como suas gestões chegaram ao debate público.

Olavo Neto encerrou sua passagem pela Prefeitura com uma imagem ligada a obras, serviços e entregas à população. Sua administração não foi alcançada por uma operação federal com a dimensão e a repercussão registradas agora no município.

Com Remi Filho, o cenário mudou em menos de um ano. Em novembro de 2025, um empresário foi encontrado com R$ 270 mil dentro do gabinete do secretário municipal de Finanças, após sacar o valor em uma agência da Caixa Econômica Federal.

O flagrante abriu caminho para uma investigação mais ampla. Segundo a Polícia Federal (PF), surgiram indícios de cobrança de propina, repasse de vantagens indevidas e favorecimento de empresas em contratos para obras de escolas e quadras esportivas.

Nesta terça-feira (28/7), a Operação Delivery cumpriu mandados em Murici e Maceió, afastou servidores e bloqueou mais de R$ 1,3 milhão. As buscas também resultaram na apreensão de dinheiro em reais, dólares, euros e libras.

A repercussão ganhou tom de ironia. “Em Murici, o maior espetáculo de ilusionismo não acontece no palco. A mágica é fazer o dinheiro desaparecer”, escreveu um internauta ao cobrar transparência, responsabilidade e resultados.

Outro comentário definiu o município como “a terra da mágica”, onde “o dinheiro entra, desaparece” e não retorna em benefícios para a população. As manifestações refletem o desgaste político enfrentado pela atual administração.