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No Paraguai, Palmeiras joga por vaga e pelo futuro de Abel e Leila

Verdão decide vaga nas quartas contra o Cerro Porteño, hoje, a partir das 19h

Abel Ferreira - Cerro Porteño x Palmeiras - Libertadores 2026 - Fotos: DANIEL DUARTE / AFP

O Palmeiras entra em campo nesta quarta (19) contra o Cerro Porteño, às 19h (de Brasília), em Assunção, com mais em jogo do que a vaga nas quartas de final da Libertadores.

Sob pressão e em meio à pior sequência da temporada, o time coloca à prova dois pilares que ajudam a explicar o peso da noite no Paraguai: o plano de Leila Pereira para o fim de seu mandato e o sonho de Abel Ferreira de voltar a conquistar a América.

Reeleita, Leila tem mandato até o fim de 2027 e já anunciou que não disputará nova eleição.

Do lado de Abel, a obsessão também é clara. O técnico nunca escondeu o desejo de voltar a ganhar a Libertadores e recolocar o Palmeiras em uma final continental, algo que não acontece desde o título de 2021.

Abel Ferreira e Leila Pereira em treino do Palmeiras na Academia de Futebol. Foto: Reprodução/Instagram

Lembrança amarga

Depois do vice para o Flamengo na última temporada, a avaliação interna era de que o elenco precisava de mais experiência e maturidade, exatamente os pontos apontados por Abel Ferreira como ausentes na eliminação do ano passado. 

As chegadas de Marlon Freitas, Jhon Arias e Barboza, este último o reforço mais recente, buscaram suprir essa lacuna e dar ao grupo mais casca para a Libertadores.

Agora, a estratégia será colocada à prova em um confronto aberto, fora de casa e cercado de cobrança. O empate no jogo de ida, em São Paulo, deixou a disputa sem margem para alívio: para avançar às quartas de final, o Verdão precisa vencer na Nueva Olla.

Premiação temporária

Um título da Libertadores poderia render até R$ 150 milhões. O Palmeiras já embolsou R$ 16,84 milhões com a competição e, se avançar às quartas de final, garante mais R$ 9 milhões em premiação.

Pode ser demitido?

Uma eliminação não deve fazer Abel Ferreira balançar no cargo, já que a própria Leila frisou que o treinador só sairia "quando quisesse" e nos últimos dias ainda defendeu técnico e elenco em meio à sequência negativa, mas o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, ainda em disputa, passariam a ter peso de obrigação.