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Desastre em Maceió está entre fatores que levaram Braskem à recuperação extrajudicial

Empresa já destinou R$ 4,2 bilhões às medidas de reparação e mantém R$ 3,24 bilhões reservados para despesas futuras

Órgãos convocam vítimas da Braskem que tiveram financiamentos imobiliários negados - Fotos: Gésio Passos/Agência Brasil

Os custos relacionados ao desastre provocado pela mineração em Maceió estão entre as pressões financeiras que levaram a Braskem a pedir recuperação extrajudicial nesta segunda-feira (24/8). A empresa pretende renegociar cerca de R$ 56 bilhões em dívidas.

A exploração de sal-gema provocou instabilidade no solo e forçou a desocupação de mais de 14 mil imóveis na capital alagoana. Cerca de 60 mil pessoas foram afetadas, entre moradores, comerciantes e trabalhadores das áreas atingidas.

Desde o início da crise, a petroquímica afirma ter desembolsado mais de R$ 4,2 bilhões em indenizações, auxílios e ações de realocação. A companhia também mantém R$ 3,24 bilhões reservados para despesas futuras relacionadas ao desastre.

Além dos gastos em Maceió, a Braskem enfrenta a retração do mercado petroquímico mundial. Em 2025, o Ebitda recorrente, indicador da geração de caixa operacional, caiu 49% e encerrou o período em US$ 557 milhões, cerca de R$ 2,84 bilhões.

No fim daquele ano, a dívida líquida da companhia alcançou US$ 7,5 bilhões, aproximadamente R$ 38,25 bilhões. Com a recuperação extrajudicial, a Braskem busca ampliar prazos, negociar novas condições com os credores e reduzir a pressão sobre o caixa.