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Novas provas colocam gestão Raquel Lyra como financiadora de Fake news contra João Campos
Informações foram divulgadas pelo Jornal da Record na noite desta terça-feira (25)
O Jornal da Record exibido nesta terça-feira (25), revelou informações sobre um “gabinete de ódio” financiado pela candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra, para disparo de ataques ao seu adversário, João Campos.
Segundo a reportagem, diversos perfis estariam disparando informações de ataques a adversários, de forma simultânea. Entre um dos líderes do esquema, que teria sido escolhido pela Raquel, está Amisadai Andrade da Silva, ex-funcionário da Caixa Econômica Federal (CEF), que estava cedido à Secretaria Estadual de Turismo.
Amisadai comanda uma rede de 300 perfis que funcionam como uma rede de notícias falsas, buscando difamar a imagem de adversários, principalmente a de João Campos. O principal perfil do esquema de Amisadai, Portal de Prefeitura, tem sua receita majoritária oriunda do Governo do estado.
“A gente começou a fazer esse trabalho, ele tinha acabado de ser eleito com 78% no Recife, sabe? Hoje, ele já tá com 52%, alguma coisa assim. Ele já caiu muito, já”, diz Amisadai em uma gravação, realizada logo após a vitória da reeleição de João Campos na prefeitura da capital pernambucana.
Contratos desde 2023
Com contratos com o Governo de Pernambuco desde o ano de 2023, a agência responsável por comandar essas páginas já faturou mais de R$500 mil pelos serviços. Em 2026, o Portal Comunicação e Marketing Ilimitada, seguiu recebendo valores estaduais, somando entre março e julho, o montante de R$186.413,04. As informações estão disponíveis para consulta pública no Portal da Transparência.
Em nota, Amisadai afirmou não fazer mais parte da sociedade da empresa desde 2024 e que “não responde por atos praticados pelo veículo de comunicação após a sua saída”.
CPI do gabinete
Além de ser de conhecimento da Polícia Federal, a existência de um gabinete também já foi alvo de CPI na Assembleia Legislativa de Pernambuco, sendo Valdomiro Teixeira, primo da governadora, um dos investigados. Além de veículos que haviam ganhado licitação para comunicação.
Um documento do Tribunal de Contas do Estado questionou a licitação que contratou o veículo E3 Comunicação, no valor de R$ 1,2 bilhão. A empresa sequer tinha sede em Pernambuco até vencer a licitação. Após o contrato firmado, a empresa foi firmada em um endereço que pertence ao primo da governadora.
A reportagem da Record afirmou ainda, que após procurarem Amisadai Andrade da Silva, alguns perfis ligados ao esquema de disparo de notícias falsas, foram apagados das redes sociais. A situação está sendo analisada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco.
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