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O que causou a tragédia no Nepal? Veja o novo balanço
Colapso de geleira provocou uma corrente de água, gelo, lama e pedras; operações foram retomadas após interrupção causada pelo mau tempo
NEPAL — A enchente repentina que devastou a fronteira entre o Nepal e o Tibete deixou 633 mortos e 2.980 desaparecidos, conforme o balanço disponível até as 6h30 deste sábado (29), no horário de Maceió.
As autoridades contabilizam 626 mortes e 2.426 desaparecidos no Nepal. No Tibete, região administrada pela China, são sete mortos e 554 desaparecidos. Os números reúnem dados oficiais divulgados pela Reuters e pela Associated Press.
ATENÇÃO: o balanço é provisório e pode aumentar à medida que as equipes alcançam áreas isoladas e verificam as listas de pessoas não localizadas.
Balanço atualizado da tragédia
- 633 mortes confirmadas no Nepal e no Tibete
- 2.980 pessoas desaparecidas nos dois territórios
- Mais de 4,4 mil pessoas resgatadas no Nepal
- Cerca de 93 mil pessoas necessitam de ajuda urgente
O que causou a enchente no Nepal?
O desastre começou na quarta-feira (26), após o colapso de parte de uma geleira na região do Himalaia. A ruptura lançou uma massa de água, gelo, pedras, lama e outros detritos nos rios da área montanhosa.
A corrente avançou com grande velocidade e destruiu comunidades, pontes, estradas, escolas, unidades de saúde e usinas hidrelétricas.
O mau tempo não foi apontado como a origem da primeira onda destrutiva, mas a chuva e a neblina dificultaram as buscas e impediram voos durante parte deste sábado.
Resgates são retomados e túnel concentra buscas
Os helicópteros voltaram a operar antes do meio-dia no horário local, depois de uma interrupção temporária.
Um dos pontos mais críticos é o projeto hidrelétrico Upper Trishuli-1, onde mais de 100 pessoas podem estar presas em um túnel tomado pela lama. O terreno instável e as estradas destruídas dificultam o acesso.
O que disseram as autoridades?
O governo nepalês informou que precisa de ajuda internacional especializada para resgates em túneis, identificação de corpos por DNA e recuperação das redes de transporte e comunicação.
O ministro das Finanças, Swarnim Wagle, estimou que a reconstrução poderá custar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, valor próximo de um décimo da economia do país.
Ainda existe risco de outra inundação?
O risco de rompimento de um lago formado pelo desastre diminuiu após a redução do volume de água, segundo autoridades chinesas. No entanto, outro reservatório próximo à base da geleira continua sob observação.
Equipes usam satélites, drones e sensores porque o perigo de uma nova enxurrada não será descartado até a drenagem completa.
A emergência também atinge milhares de crianças. O Unicef informou que pelo menos 17 mil precisam de assistência humanitária urgente e que dezenas de escolas foram destruídas ou danificadas.
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