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Professor que comparou aluno negro a macaco é condenado a mais de sete anos em Maceió

Educador recebeu pena de sete anos e três meses de prisão por injúria racial e corrupção de menores, além de indenização de R$ 15 mil à vítima

Professor acusado de injúria racial contra aluno de 13 anos é ouvido pela Justiça em Maceió - Fotos: Reprodução

Um professor foi condenado, nesta quarta-feira (2/9), a sete anos e três meses de prisão por injúria racial e corrupção de menores após comparar um aluno negro de 13 anos a um macaco dentro de uma escola particular de Maceió. A ação foi ajuizada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL).

O episódio ocorreu em 12 de fevereiro, no Benedito Bentes. Segundo a denúncia, durante uma aula do 8º ano, um estudante mostrou um caderno com a imagem de um chimpanzé e perguntou com quem se parecia. O professor apontou para a vítima, provocando risadas entre os alunos.

O adolescente relatou que ficou abalado e passou a ser alvo de chacotas após o episódio. Outros estudantes ouvidos durante a investigação confirmaram que o professor apontou para o menino. Em procedimento interno da escola, o educador reconheceu o gesto, mas negou intenção racista.

A atuação do MPAL ocorreu por meio das 59ª e 60ª Promotorias de Justiça da Capital. Para os promotores Ricardo Libório e Dalva Tenório, a condição de professor agravou a situação, considerando o dever dos profissionais da educação de proteger crianças e adolescentes contra discriminação.

Além da pena de prisão, o professor foi condenado ao pagamento de indenização mínima de R$ 15 mil à vítima. Durante o processo, o MPAL também havia solicitado medida cautelar para impedir que o acusado exercesse funções com contato direto com crianças e adolescentes.