» Esporte

Conheça Marivana Oliveira, paraatleta alagoana referência nacional no arremesso de peso

Maceioense é presença constante nas principais competições do paradesporto mundial

Marivana foi a única alagoana nos Jogos Paralímpicos de Paris de 2024 - Fotos: Foto: Fernando Maia/MPIX/CPB

Em 2024, Marivana representou Alagoas e o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Paris, no atletismo. Na época, levou para casa duas medalhas paralímpicas e encerrou sua 4ª Paralimpíada no 8º lugar no arremesso de peso.

Com duas medalhas paralímpicas em sua trajetória, prata nos Jogos Paralímpicos de Tóquio (2020) e bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio (2016), Marivana terminou sua participação em oitavo lugar.

História no esporte


Especialista em arremesso de peso, Mari pertence à classe F35, que abrange atletas com paralisia cerebral. Sua história no esporte se iniciou em 2006, quando, aos 16 anos, durante uma sessão de fisioterapia na Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal).

Nascida em Maceió, capital de Alagoas, em 1990, Marivana veio ao mundo prematuramente, com apenas seis meses de gestação, e recebeu o diagnóstico de paralisia cerebral ao nascer, condição que afetou os seus membros inferiores.

Premiações


Ao todo, Marivana já conquistou mais de 300 medalhas na carreira. Uma especial foi a de bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. A distância do arremesso dela chegou a 9,28 metros.

Ela também conquistou a histórica medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, disputados em 2021, quando alcançou 9,15 metros. Mari também foi medalha de bronze no Qatar, em 2015, e, em 2019, também foi bronze no Mundial de Dubai.

Para Marivana, falta o respeito ao paratleta como atleta de alto rendimento. Ela percebe uma diferença gigantesca na cobertura, prejudicando não só o acesso da torcida, como também a visibilidade da audiência nos saldos positivos do país.

Marivana acumula mais de 300 medalha de carreira no atletismo. Foto: Ale Cabral/CPB


"Em 2024, eu fui a única atleta do Estado de Alagoas a ser convocada pelo Comitê Paralímpico Internacional. Isso mostra que eu tenho uma carreira muito legal, e eles valorizaram meu trabalho."

Distante da família

"Sou alagoana e, se no meu estado natal tivesse mais estrutura, eu não estaria em lugar nenhum no mundo, estaria em Alagoas”. Ela mora no Rio de Janeiro desde 2011, teve que sair de Alagoas, se distanciar de sua família e começar tudo do zero em um lugar novo.

No Rio de Janeiro, onde encontrou melhores condições de treinamento e passou a focar ainda mais no atletismo. Já são 20 anos de carreira. Agora, ela se prepara para os Jogos de Los Angeles, em 2028.

Diego Calado, atual coordenador de esportes da Adefal, afirma que a falta de estrutura de treinamento e a ausência de apoio para competições nacionais são os maiores empecilhos enfrentados pelos paratletas.

Disparidade entre as competições

Para Marivana, falta o respeito ao paratleta como atleta de alto rendimento. Ela destaca que percebe uma diferença gigantesca na cobertura, prejudicando não só o acesso da torcida, como também a visibilidade da audiência nos saldos positivos do país.