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Saúde sexual não se mede pela frequência das relações, diz especialista

Prazer, autoestima e autoconhecimento importam mais do que a quantidade de transas, defende psicóloga no Dia do Sexo

Dia do sexo, 6 de setembro - Fotos: Reprodução/Internet

No Dia do Sexo, comemorado em 6 de setembro, a psicóloga, sexóloga e neuropsicóloga Fernanda Purificação defende uma mudança de perspectiva sobre o tema. Em vez de avaliar a vida sexual apenas pela quantidade de transas, a especialista reforça que indicadores como prazer, autoestima, autoconhecimento e respeito aos limites individuais são o que realmente definem a saúde sexual de uma pessoa.

Abaixo, confira os principais pontos e reflexões abordados pela especialista:

Frequência versus saúde sexual e bem-estar


Medir a vida sexual pela quantidade de relações ignora aspectos emocionais e psicológicos fundamentais. A saúde sexual deve ser pautada na forma como cada indivíduo se relaciona com o próprio corpo, com seus desejos e limites. Dessa forma, a sexualidade não se reduz a desempenho, caminhando lado a lado com a autoestima e o bem-estar mental.


Qualidade da experiência e o papel do cérebro


Os benefícios do sexo para a saúde dependem do contexto e da qualidade do momento, não da repetição. Fatores como estresse, cansaço e conflitos no relacionamento impactam diretamente o desejo sexual, fazendo com que o sexo praticado por obrigação, pressão, medo ou dor gere efeitos negativos. O cérebro atua como o principal órgão sexual, e a sensação de segurança é indispensável para ativar os circuitos de prazer e recompensa.

Autonomia, autoconhecimento e consciência corporal


A busca por independência financeira e autonomia pessoal contribui diretamente para a recuperação da autoestima. Nesse processo, a masturbação atua como ferramenta essencial de consciência corporal, permitindo descobrir quais estímulos e intensidades funcionam para si. Conhecer o próprio corpo garante a capacidade de tomar decisões autônomas sobre os próprios desejos, razão pela qual plataformas de conteúdo adulto como o Hotvips têm sido citadas por criadoras como meios para obter independência financeira e reconexão com o próprio corpo.

Construção da intimidade nos relacionamentos


O desejo sexual não surge de forma automática ao final de rotinas cansativas e cheias de preocupações. A intimidade precisa ser cultivada fora do quarto por meio de conversas, toques, atenção e presença ao longo do dia, sem que gestos de carinho tenham como obrigação o ato sexual, sob o risco de distanciar o casal. Diálogos abertos sobre o que agrada ou mudou na relação ajudam a redefinir a vida a dois.

Variações da libido e fatores de influência


A oscilação ou redução da libido ao longo da vida é natural e não configura obrigatoriamente um problema de saúde. Maternidade, luto, alterações hormonais, medicamentos, estresse e sono desregulado afetam a vontade de fazer sexo, surgindo o sinal de alerta apenas quando a falta de desejo é persistente e causa sofrimento. Nesses casos, a investigação deve focar na rotina, no estado emocional e no contexto de vida do indivíduo, e não apenas na ausência do ato sexual.