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Queda de rendimento no mata-mata explica vexame do CSA na Série D

Equipe fez campanha sólida na fase de grupos; veja números

Azulão fez uma das melhores campanhas do torneio na fase de grupos - Fotos: Allan Max/CSA

Estamos no começo de setembro, e o CSA não tem mais jogos oficiais a disputar. Ainda faltam quatro meses para o fim do ano, mas o calendário esportivo do Azulão acabou, e de forma trágica: sem conquistar o acesso à Série C. 

Essa era a principal meta do clube na temporada. O planejamento, que incluiu a contratação de jogadores e a chegada de Moacir Júnior ao comando técnico após mais um fiasco no Campeonato Alagoano, indicava uma possível reviravolta dentro e fora de campo. E essa impressão tinha justificativa.

Fase de grupos

Na fase de grupos da Série D, o CSA fez uma das melhores campanhas da competição. Os números sustentavam o otimismo: foram seis vitórias em dez jogos, três empates e apenas uma derrota, com 18 gols marcados e oito sofridos.

Mas, quando começou o mata-mata, o rendimento despencou. A equipe até goleou o Betim por 4 a 1 e avançou às oitavas de final. Depois, porém, sofreu duas derrotas para o Uberlândia, adversário que agora enfrentará o ASA na decisão.

Comçou a complicar

Nos playoffs, o cenário se repetiu. O CSA perdeu por 3 a 1 para o Nacional-AM, em Manaus, e não conseguiu reverter a desvantagem em casa, ficando no amargo 0 a 0. Nos quatro jogos eliminatórios contra Uberlândia e Nacional-AM, o Azulão marcou apenas um gol e sofreu seis. 

É claro que os adversários também tiveram mérito. Mas o principal problema do CSA esteve no próprio ataque. As poucas chances criadas muitas delas em boas triangulações e trocas de passes, não foram aproveitadas.

Azulão perdeu por 2x0 para o Uberlândia nas quartas de final da Série D 2026. Foto: Ailton Cruz

Conclusão
O contraste entre as duas fases explica boa parte da eliminação. Na fase de grupos, o CSA foi competitivo, eficiente e regular. No mata-mata, justamente quando não havia margem para erro, a equipe perdeu força ofensiva, deixou de vencer e acabou eliminada.

Ao todo, foram 20 jogos na Série D: nove vitórias, seis empates e cinco derrotas. Um desempenho que, olhando apenas para os números gerais, não é ruim. Mas insuficiente para o objetivo que realmente importava: o acesso.

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