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Meningite: quais vacinas protegem contra a doença e quais são os principais sintomas?
Vacinação é considerada a principal forma de prevenção contra a meningite bacteriana; especialista explica os sinais da doença e apresenta seis imunizantes que ajudam na proteção
A vacinação é a principal forma de prevenção contra a meningite bacteriana, considerada a manifestação mais grave da doença. Entre 2025 e agosto de 2026, foram mais de 8.780 casos confirmados no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ser provocada por vírus, bactérias, fungos, parasitas ou fatores não infecciosos. A forma bacteriana exige atenção pela evolução rápida e pelo risco de complicações.
Segundo o Dr. Fábio Argenta, diretor médico da Saúde Livre Vacinas, bebês, crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas ou imunidade comprometida estão entre os grupos mais vulneráveis. Os sorogrupos C e B são frequentes no Brasil, mas W e Y também preocupam.
Os sintomas podem surgir repentinamente e incluem febre alta, dor de cabeça intensa e rigidez na nuca. Náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e alterações no estado mental também podem aparecer. Diante desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
6 vacinas que ajudam a prevenir a meningite
Nem toda vacina que ajuda a prevenir a meningite leva o nome da doença. Além das vacinas meningocócicas, outros imunizantes do calendário vacinal também protegem contra bactérias capazes de causar a infecção. A seguir, o Dr. Fábio Argenta explica quais são elas e por que são importantes:
1. Meningocócica B
Indicada para bebês, crianças, adolescentes e adultos com maior risco de exposição, a vacina protege contra o meningococo do sorogrupo B, um dos principais responsáveis pelos casos de meningite bacteriana no Brasil. Está disponível exclusivamente na rede privada, e o esquema vacinal varia conforme a idade.
2. Meningocócica ACWY
Recomendada para crianças, adolescentes, adultos, idosos, viajantes e pessoas com fatores de risco, protege contra quatro sorogrupos da bactéria meningocócica: A, C, W e Y. Na rede privada, pode ser administrada desde os primeiros meses de vida, conforme orientação médica.
3. Pneumocócica 15
Indicada para crianças a partir de seis semanas de vida, adultos e idosos, especialmente aqueles com doenças crônicas ou imunidade comprometida, protege contra 15 sorotipos do pneumococo, bactéria que também pode causar meningite. “O pneumococo não provoca apenas pneumonia. Ele também pode causar meningite, principalmente em pessoas mais vulneráveis”, comenta o médico.
4. Pneumocócica 20
É a vacina pneumocócica com maior cobertura atualmente disponível, indicada principalmente para adultos e idosos, sobretudo aqueles com doenças cardiovasculares, diabetes, doenças respiratórias ou outras condições crônicas. “Quanto maior a cobertura contra os sorotipos do pneumococo, maior a proteção contra infecções invasivas, incluindo a meningite”, esclarece.
5. BCG
Aplicada logo após o nascimento, protege contra as formas graves da tuberculose, incluindo a meningite tuberculosa, principalmente nos primeiros anos de vida. “A BCG continua sendo essencial porque protege contra uma das formas mais graves da tuberculose, que pode atingir o sistema nervoso central”, indica o diretor médico.
6. Hexavalente
Indicada para bebês a partir dos 2 meses de idade, a vacina hexavalente protege contra seis doenças: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, poliomielite e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), uma das bactérias que podem provocar meningite. Na rede privada, ela substitui a pentavalente do calendário público e utiliza a versão acelular para coqueluche, que costuma apresentar menos reações.
“A hexavalente é uma vacina importante porque, além de ampliar a proteção contra doenças graves na infância, também ajuda a prevenir a meningite causada pelo Haemophilus influenzae tipo b, responsável por quadros graves principalmente em crianças pequenas”, ressalta.
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