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Urna eletrônica brasileira foi hackeada em Las Vegas? Entenda o que aconteceu em 2017
Informação que voltou a circular nas redes sociais mistura testes realizados em urnas dos Estados Unidos com a participação de técnicos do TSE em evento hacker
Uma informação compartilhada nas redes sociais afirma que hackers teriam invadido a urna eletrônica brasileira durante um evento em Las Vegas, nos Estados Unidos, em 2017. A alegação é enganosa e mistura acontecimentos diferentes.
Naquele ano, técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acompanharam a Defcon, conferência internacional de segurança digital. Os testes realizados durante o evento, porém, envolveram exclusivamente modelos de urnas utilizados nos Estados Unidos. Nenhuma urna brasileira foi submetida aos ataques.
O próprio TSE explicou que a participação dos técnicos brasileiros teve como objetivo observar os testes e verificar se eventuais vulnerabilidades encontradas nos equipamentos norte-americanos poderiam ter características semelhantes às urnas utilizadas no Brasil.
Os sistemas eleitorais dos dois países também possuem diferenças. Segundo o TSE, a urna brasileira não dispõe de mecanismos de comunicação por rede, enquanto os equipamentos norte-americanos testados apresentavam recursos que permitiam conexão em rede.
A urna eletrônica brasileira foi criada em 1996 e é submetida periodicamente a testes de segurança promovidos pela Justiça Eleitoral. Portanto, os ataques realizados durante a Defcon de 2017 não representaram uma invasão das urnas brasileiras.
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