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Defesa Civil usa sensores e satélites para monitorar áreas de subsidência em Maceió

Rede reúne georreferenciamento por satélite, sismógrafos e outros sensores para acompanhar alterações no solo e apoiar decisões de prevenção

Monitoramento é realizado de forma ininterrupta no Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Maceió. - Fotos: Secom Maceió

ALAGOAS — A Defesa Civil de Maceió mantém monitoramento permanente das áreas afetadas pela subsidência do solo com o uso de sensores, georreferenciamento e análises por satélite. Os dados são acompanhados em tempo real pelo Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cimadec).

A estrutura inclui 91 equipamentos de georreferenciamento por satélite, 26 sismógrafos, 13 tiltímetros, quatro inclinômetros e piezômetros. Os dispositivos permitem identificar deslocamentos, inclinações, deformações e alterações de pressão no subsolo.

O acompanhamento também utiliza interferometria por satélite, técnica capaz de detectar deformações milimétricas no terreno ao longo do tempo. Segundo a Defesa Civil, a análise contínua permite identificar mudanças no comportamento do solo e antecipar medidas de prevenção.

O trabalho é realizado em conjunto com órgãos como a Agência Nacional de Mineração, o Serviço Geológico do Brasil e a Defesa Civil Nacional. As informações coletadas servem de base para decisões técnicas e para o acompanhamento das áreas atingidas pelo afundamento do solo em Maceió.