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Pesquisa aponta alta incidência de ansiedade, depressão e assédio entre jornalistas no Brasil

Estudo com 257 profissionais também identificou casos de insônia, violência digital e baixo apoio social no ambiente de trabalho

Microfones em coletiva - Fotos: Ilustração

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14/9) revelou um cenário de preocupação com as condições de trabalho e a saúde mental de jornalistas brasileiros. O estudo foi produzido pela Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho (Fundacentro), com apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Entre os 257 profissionais que responderam ao questionário, 48% relataram sintomas de insônia. O índice supera a média registrada pelo Ministério da Saúde, que varia de 28,7% em Natal a 38% em Maceió, segundo dados do Vigitel Brasil.

O levantamento também identificou sintomas associados à ansiedade em 36% dos participantes, enquanto metade relatou enfrentar quadro de depressão. Entre esses, 9% apresentaram sintomas classificados como severos e 16% como extremamente severos.

O assédio aparece entre os principais problemas apontados. Pelo menos 26% dos jornalistas disseram ter sido vítimas de assédio moral no trabalho, percentual que chega a 37% conforme os critérios utilizados. Outros 30% relataram exposição a cyberbullying, enquanto 61% afirmaram receber baixo apoio social no ambiente profissional.

As pesquisadoras responsáveis pelo estudo destacaram que as condições de trabalho podem afetar não apenas os profissionais, mas também a qualidade da informação produzida. A Fenaj avaliou que o cenário de estresse, pressão, assédio e violência digital exige medidas para tornar o ambiente jornalístico mais seguro e saudável.