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Atlético de Madrid vence Real por 2 a 1: expulsão muda dérbi e coloca rival na vice-liderança da LaLiga
Grimaldo e Jonathan David marcaram para os colchoneros após Huijsen deixar o Real com dez; Rüdiger descontou no fim, mas reação chegou tarde no Metropolitano
MADRI, ESPANHA — O Atlético de Madrid venceu o Real Madrid por 2 a 1 neste domingo (20), no Riyadh Air Metropolitano, em um dérbi que mudou completamente de direção no início do segundo tempo. Alejandro Grimaldo e Jonathan David marcaram para os donos da casa, enquanto Antonio Rüdiger descontou nos minutos finais.
Mais do que os três pontos, o clássico deixou uma leitura clara: a expulsão de Dean Huijsen foi o ponto de ruptura de uma partida até então equilibrada e muito física. O Atlético soube transformar a superioridade numérica em domínio territorial, encontrou espaço pelo lado direito com Giuliano Simeone e assumiu a vice-liderança da LaLiga, com 16 pontos. O Real Madrid ficou com 15.
Atlético de Madrid 2 x 1 Real Madrid: como foi o dérbi
O primeiro tempo teve mais tensão do que futebol fluido. Atlético e Real disputaram cada espaço com intensidade, acumularam faltas e tiveram dificuldade para construir chances realmente claras.
O Real Madrid tentou juntar Jude Bellingham, Arda Güler, Vinícius Júnior e Kylian Mbappé no campo ofensivo, mas encontrou um Atlético compacto e disposto a encurtar rapidamente os espaços.
Do outro lado, a equipe de Diego Simeone buscava acelerar principalmente quando conseguia levar a bola até Giuliano Simeone e atacar as costas da defesa merengue.
O intervalo chegou sem gols. A sensação, naquele momento, era de um dérbi ainda aberto e que poderia ser decidido por um detalhe.
Expulsão de Huijsen muda completamente Atlético x Real Madrid
O detalhe apareceu logo no começo da segunda etapa.
Giuliano Simeone atacou o espaço nas costas da defesa do Real Madrid e conseguiu entrar na área em condição de finalizar. Dean Huijsen chegou atrasado e derrubou o argentino.
Depois da análise do lance, o Real ficou com dez jogadores. A infração resultou em pênalti para o Atlético e na expulsão do zagueiro.
Alejandro Grimaldo cobrou rasteiro, venceu Courtois e abriu o placar.
A jogada alterou não apenas o número de jogadores em campo, mas toda a lógica do clássico. A partir dali, o Real deixou de discutir o controle da partida e passou a tentar sobreviver defensivamente sem perder completamente sua capacidade de contra-atacar.
Giuliano Simeone foi o jogador que desmontou a defesa do Real
É possível analisar o dérbi apenas olhando para os autores dos gols, mas isso esconderia um dos personagens mais importantes da vitória.
Giuliano Simeone não marcou, mas teve participação direta nos dois gols do Atlético.
Primeiro, foi ele quem atacou a última linha e sofreu a falta que terminou com a expulsão de Huijsen e o pênalti convertido por Grimaldo.
Poucos minutos depois, o argentino voltou a explorar o corredor direito. Giuliano ganhou campo e cruzou para Jonathan David aparecer dentro da área e ampliar a vantagem.
O segundo gol resumiu uma das diferenças do confronto: enquanto o Real precisou reorganizar sua defesa depois da expulsão, o Atlético entendeu rapidamente onde estava o espaço e voltou a atacá-lo.
Jonathan David faz 2 a 0 e Atlético toma conta do jogo
Jonathan David marcou aos 59 minutos e colocou o Atlético em situação confortável.
A jogada começou novamente com Giuliano Simeone atacando pela direita. O cruzamento encontrou o atacante canadense dentro da área, e David completou para o gol.
O 2 a 0 deu ao time de Simeone o cenário que mais favorecia sua estratégia: vantagem no placar, superioridade numérica e um rival obrigado a se expor.
O Atlético passou a controlar melhor os momentos do confronto e dificultou ainda mais a saída de bola do Real.
Entrada de Koke ajuda Atlético a controlar o meio-campo
Uma das decisões importantes de Diego Simeone aconteceu na volta do intervalo, com a entrada de Koke.
Com mais experiência para circular a bola e organizar o posicionamento, o meio-campista ajudou o Atlético a aproveitar o cenário criado pela expulsão.
Em vez de transformar o jogador a mais em uma sequência desordenada de ataques, os donos da casa conseguiram passar longos períodos controlando a posse em zonas seguras e escolhendo o momento de acelerar.
Foi justamente essa capacidade de alternar intensidade e controle que dificultou a reação do Real Madrid durante boa parte da segunda etapa.
O que deu errado para o Real Madrid?
A expulsão explica grande parte da derrota, mas não explica tudo.
Mesmo antes de ficar com dez jogadores, o Real tinha dificuldade para transformar sua qualidade individual em volume ofensivo. O primeiro tempo terminou com poucas oportunidades e sem domínio claro do time visitante.
Após a expulsão, José Mourinho precisou desmontar parte da formação ofensiva para reconstruir a defesa. Vinícius Júnior e Arda Güler deixaram o campo, enquanto o treinador colocou jogadores para reorganizar a equipe sem Huijsen.
A necessidade era compreensível: com um zagueiro expulso e o Atlético acelerando imediatamente, o Real precisava primeiro impedir que o jogo escapasse de vez.
O problema é que a mudança também reduziu suas alternativas de profundidade e deixou Mbappé mais isolado durante parte importante do segundo tempo.
Vini Jr. teve pouco espaço no dérbi
Vinícius Júnior começou entre os titulares, mas encontrou dificuldades para desequilibrar no campo ofensivo.
O brasileiro participou do primeiro tempo em uma partida muito física e com poucos espaços. Quando o Real perdeu Huijsen no começo da etapa final, Mourinho optou por retirar Vini para recompor a estrutura da equipe.
Assim, o atacante deixou o dérbi antes que o Real precisasse assumir uma postura mais agressiva em busca da reação.
E Mbappé? Atlético conseguiu afastar francês das zonas mais perigosas
Kylian Mbappé permaneceu em campo, mas também teve dificuldades para receber em condições favoráveis.
Com um jogador a menos, o Real passou a ter menos capacidade de ocupar simultaneamente diferentes zonas do ataque. O Atlético conseguiu proteger melhor a região central e reduzir o número de situações em que Mbappé poderia receber de frente para a última linha.
O francês continuou sendo uma ameaça potencial, mas o jogo passou a acontecer muito mais no campo defensivo do Real após o 1 a 0.
Rüdiger marca no fim e devolve tensão ao clássico
Quando o Atlético parecia encaminhar uma vitória sem sustos nos minutos finais, o Real Madrid encontrou uma última oportunidade.
Aos 89 minutos, Antonio Rüdiger subiu para completar de cabeça uma cobrança de falta e diminuiu para 2 a 1.
O gol mudou o clima dos minutos finais e obrigou o Atlético a aumentar novamente o nível de concentração.
A reação, porém, chegou tarde. O time colchonero administrou o restante da partida e confirmou a vitória diante de sua torcida.
Por que o Atlético de Madrid venceu o Real?
O resultado pode ser entendido por quatro fatores principais.
- Giuliano Simeone atacou o espaço certo: provocou a expulsão e depois deu a assistência para o segundo gol.
- O Atlético aproveitou imediatamente o jogador a mais: não permitiu que o Real tivesse tempo para reorganizar a partida.
- Koke deu controle ao meio-campo: a equipe passou a administrar melhor a vantagem.
- O Real perdeu capacidade ofensiva após a expulsão: Mourinho precisou retirar peças de ataque para recompor o sistema defensivo.
O cartão vermelho foi o ponto de virada, mas o mérito do Atlético esteve justamente na maneira como utilizou a vantagem criada pelo lance.
Arbitragem também entrou no centro do dérbi
A expulsão de Huijsen não foi o único lance discutido do clássico.
No primeiro tempo, o Real Madrid reclamou de uma entrada de Cuti Romero sobre Jude Bellingham. O defensor do Atlético permaneceu em campo após a análise da jogada, decisão que gerou discussão durante e depois da partida.
Já no lance envolvendo Huijsen e Giuliano Simeone, a decisão final foi de pênalti e expulsão do zagueiro do Real.
Em um dérbi marcado por contatos fortes desde os primeiros minutos, a arbitragem acabou se tornando parte relevante da narrativa do confronto.
Quem fez os gols de Atlético de Madrid x Real Madrid?
| Time | Jogador | Momento |
|---|---|---|
| Atlético de Madrid | Alejandro Grimaldo | Pênalti, no início do 2º tempo |
| Atlético de Madrid | Jonathan David | 59 minutos |
| Real Madrid | Antonio Rüdiger | 89 minutos |
Como fica a classificação da LaLiga após o dérbi?
A vitória teve impacto direto na parte de cima da tabela.
O Atlético chegou a 16 pontos e ultrapassou o próprio Real Madrid, assumindo a segunda colocação.
O Real permaneceu com 15 pontos após sete partidas. O Barcelona lidera a LaLiga com 21 pontos e 100% de aproveitamento neste início de campeonato.
| Posição | Clube | Pontos |
|---|---|---|
| 1º | Barcelona | 21 |
| 2º | Atlético de Madrid | 16 |
| 3º | Real Madrid | 15 |
A classificação pode sofrer ajustes com a conclusão dos demais jogos da rodada, mas o resultado do dérbi garante ao Atlético a ultrapassagem direta sobre o rival.
O que a vitória representa para o Atlético?
Em uma temporada longa, um dérbi não decide sozinho a disputa pelo título. Ainda assim, o impacto vai além dos três pontos.
O Atlético venceu um adversário direto, ultrapassou o Real na classificação e reduziu para cinco pontos a distância em relação ao Barcelona.
Também confirmou uma sequência positiva em um momento no qual a equipe começa a apresentar maior entrosamento entre jogadores que chegaram recentemente.
Jonathan David voltou a marcar, Giuliano Simeone foi decisivo e o meio-campo mostrou capacidade para controlar o jogo quando o contexto exigiu.
E o que a derrota significa para o Real Madrid?
Para o Real, a derrota interrompe a possibilidade de acompanhar o Barcelona mais de perto e expõe questões que vão além da expulsão.
O time de Mourinho chegou ao Metropolitano com uma formação ofensiva forte, mas criou pouco durante o primeiro tempo e perdeu quase toda sua capacidade de atacar depois que precisou reorganizar a defesa.
A reação no fim mostrou que a equipe ainda tinha recursos para ameaçar o rival, mas aconteceu tarde demais.
O próximo desafio será recuperar equilíbrio sem perder o potencial ofensivo de um elenco que reúne Bellingham, Vinícius Júnior e Mbappé.
Escalações de Atlético de Madrid x Real Madrid
Atlético de Madrid: Oblak; Marcos Llorente, Marc Pubill, Cuti Romero e Hancko; Johnny Cardoso, Giuliano Simeone, Álex Baena e Grimaldo; Lee Kang-In e Jonathan David. Técnico: Diego Simeone.
Real Madrid: Courtois; Dumfries, Konaté, Huijsen e Cucurella; Tchouaméni, Valverde, Arda Güler e Bellingham; Vinícius Júnior e Mbappé. Técnico: José Mourinho.
Ficha técnica de Atlético 2 x 1 Real Madrid
- Resultado: Atlético de Madrid 2 x 1 Real Madrid;
- Competição: LaLiga 2026/27;
- Rodada: 7ª;
- Data: 20 de setembro de 2026;
- Local: Riyadh Air Metropolitano, em Madri;
- Gols do Atlético: Grimaldo e Jonathan David;
- Gol do Real Madrid: Rüdiger;
- Expulso: Dean Huijsen, do Real Madrid.
Quando Atlético e Real Madrid voltam a jogar?
Após o dérbi, os dois clubes terão uma pausa no calendário da LaLiga.
O Atlético volta ao Campeonato Espanhol contra o Alavés, enquanto o Real Madrid terá pela frente o Villarreal. Os jogos estão previstos para 10 de outubro.
Análise final: Atlético entendeu o dérbi mais rápido
O 2 a 1 nasceu de um lance decisivo, mas não pode ser reduzido apenas à expulsão.
O Real perdeu Huijsen e ficou em clara desvantagem. O Atlético, porém, ainda precisava saber o que fazer com essa vantagem — e fez.
Giuliano atacou os espaços, Grimaldo converteu o pênalti, Jonathan David apareceu onde um centroavante precisa estar e Koke ajudou a controlar o meio.
Do outro lado, Mourinho precisou trocar ambição ofensiva por sobrevivência tática. Quando Rüdiger marcou e devolveu alguma esperança ao Real, faltava pouco tempo para mudar a história.
Foi um dérbi decidido em poucos minutos, mas construído pela capacidade do Atlético de reconhecer o momento em que o jogo mudou e aproveitar esse momento melhor do que o rival.
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