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BC reduz projeção do PIB e mantém alerta para inflação alta

Banco Central prevê crescimento menor em 2026 e 2027; inflação acumulada recuou, mas permanece acima da meta de 3%

Banco Central do Brasil - Fotos: Marcello Casal/ Agencia Brasil

O Banco Central reduziu para 1,8% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto em 2026. Para 2027, a autoridade monetária estima expansão de 1,4%.

As novas projeções foram apresentadas em um cenário de desaceleração disseminada entre indústria, serviços, consumo e investimentos.

O novo Relatório de Política Monetária também registra a redução da taxa Selic para 13,75% ao ano. Apesar dos dois cortes de 0,25 ponto percentual realizados em agosto e setembro, os juros continuam em nível elevado.

Por que o Banco Central reduziu a projeção do PIB?

O Banco Central avalia que a atividade econômica perdeu ritmo em diferentes setores. Depois de crescer 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025, o PIB deve avançar 1,8% em 2026 e 1,4% em 2027.

O mercado de trabalho, porém, continua aquecido, com a taxa de desemprego próxima do menor nível da série histórica. Esse quadro ajuda a sustentar o consumo, mas pode manter pressão sobre alguns preços.

A inflação já voltou para a meta?

Não. A inflação acumulada em 12 meses caiu de 4,7% em maio para 4,2% em agosto de 2026, mas permanece acima da meta de 3%.

O relatório alerta que a inflação pode voltar a subir nos últimos meses do ano, principalmente com uma aceleração dos preços dos alimentos. A expectativa dos analistas para 2026 está em 4,9%.

Como a Selic de 13,75% afeta o bolso?

A Selic funciona como referência para outras taxas da economia. Uma redução pode abrir espaço para crédito e financiamento menos caros, mas o repasse aos consumidores não é imediato nem igual em todos os bancos.

Juros ainda elevados favorecem investimentos de renda fixa, mas dificultam compras parceladas, empréstimos e projetos de empresas. Famílias devem comparar o custo efetivo total antes de contratar crédito.

As projeções e a avaliação dos riscos estão no Relatório de Política Monetária de setembro de 2026, publicado pelo Banco Central.