» Esporte

R$ 10 mil por mês: futebol de várzea vira fonte de renda para ex-jogadores campeões

Mercado em expansão oferece ganhos imeditadso s e atrai atletas de diferentes níveis do futebol

Cristian, ex-Corinthians e Flamengo, em jogo do Pau no Gato na várzea de São Paulo - Fotos: Iago Rodrigues/Divulgação

A várzea tem atraído cada vez mais jogadores profissionais, principalmente de clubes de menor expressão. Com campeonatos organizados, calendário cheio e pagamentos competitivos, o futebol amador passou a disputar atletas com equipes profissionais.

O fator financeiro é um dos principais motivos. Segundo Jorge Machado, dono do São Caetano, clubes de divisões inferiores pagam entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês, enquanto a várzea consegue oferecer valores semelhantes ou superiores.

O atacante Caiuby, de 38 anos, que passou 14 temporadas na Europa e atualmente defende o Grêmio Prudente, também atua no futebol amador para complementar a renda. Segundo ele, jogadores com espaço nesse mercado podem ganhar R$ 10 mil por mês ou mais, dependendo da quantidade de partidas e da popularidade.

Torcidas numerosas

Além dos valores, a estrutura dos times e a presença do público pesam na escolha. Caiuby destaca que campeonatos amadores costumam reunir torcidas numerosas, enquanto partidas de divisões inferiores do futebol profissional frequentemente têm arquibancadas vazias.

Pagamento na hora

Outro diferencial é o pagamento imediato. No Estrela do Suisso, de São Bernardo do Campo, os atletas recebem assim que a partida termina. O presidente do clube, Clayton Marcelo, afirma que jogadores podem ganhar cerca de R$ 500 por jogo.

A força financeira da várzea também tem provocado situações polêmicas. Recentemente, atletas vinculados a Marília, Linense e São José disputaram uma final amadora enquanto tinham contratos profissionais.

O crescimento do setor é acompanhado por grandes competições, como a Super Copa Pioneer, em São Paulo, que reúne jogadores conhecidos e atrai cerca de 400 mil pessoas ao longo de três meses.