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“Pagar pela casa e outra pessoa fazer a festa”: Boto do Flamengo alfineta Vasco sobre jogo no Maracanã

Disputa judicial pode levar duelo entre Vasco x Boca Juniors para o Paraguai

José Boto, durante entrevista na chegada do Flamengo à Argentina. - Fotos: Foto: Thiago Lima/ge

José Boto, diretor de futebol do Flamengo, criticou a realização do jogo entre Vasco e Boca Juniors no Maracanã. A declaração foi dada na terça-(14), na chegada do Rubro-Negro à Argentina, onde enfrenta o Estudiantes pela semifinal da Libertadores nesta quinta (15).

“É óbvio que preocupa o gramado e preocupa também um pouco preparar uma casa, pagar pela casa e ir outra pessoa usar a casa para fazer uma festa”, alfinetou o dirigente.


Consórcio Fla-Flu

O Maracanã é administrado por um consórcio formado por Flamengo e Fluminense desde setembro de 2024, com contrato de 20 anos. Apesar da gestão compartilhada, o edital de concessão determina que não pode haver favorecimento de clubes no uso do estádio.

Em 2025, o Vasco firmou um acordo com os rivais para disputar no Maracanã os clássicos entre as equipes até o fim de 2026. O documento também garante ao clube quatro partidas por ano no estádio, além desses confrontos, e estabelece que eventuais negativas devem ser justificadas por critérios técnicos e operacionais.

Decisão favorável

Na terça, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto autorizou a realização do jogo no Maracanã. No entanto, o consórcio Fla-Flu recorreu da decisão para tentar impedir a partida no estádio.

Diante do impasse, o Vasco foi informado pela Conmebol sobre a possibilidade de transferência do confronto para fora do Brasil. Caso uma nova decisão judicial impeça o jogo no Maracanã, o Paraguai poderá receber a partida.

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