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Governo federal anuncia medidas após 45 registros de violência política em cinco dias

Levantamento aponta 47 vítimas e dez mortes, incluindo três indígenas; ações envolvem apurações policiais e articulação entre órgãos de Justiça

Violência política - Fotos: Reprodução/Carta Capital

O Governo do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (28/10), medidas para prevenir e combater a violência política após as eleições gerais de 2026. Entre sábado (24/10) e quarta-feira (28/10), foram registrados 45 crimes, com 47 vítimas e dez mortes, três delas de indígenas.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) solicitou às Corregedorias das polícias estaduais e do Distrito Federal informações sobre ocorrências envolvendo agentes das corporações. O levantamento reúne os casos registrados até quarta-feira e será atualizado nos próximos dias.

Durante coletiva em Brasília, o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, afirmou que o Ministério recebe denúncias por diferentes canais e realiza apurações. Segundo ele, os registros envolvem suspeitas de violência, ameaças, intimidação e crimes eleitorais, além de violência política de gênero, cuja investigação cabe à Polícia Federal.

Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina concentraram o maior número de ocorrências, nessa ordem. As medidas anunciadas também preveem atuação da Polícia Federal (PF) nas investigações e articulação da Procuradoria-Geral da República (PGR) com os Ministérios Públicos estaduais.

O secretário nacional de Segurança Pública do MJSP, Chico Lucas, afirmou que uma força-tarefa busca coordenar os registros e evitar impunidade. Ele também destacou a proteção dos povos indígenas e a apuração de homicídios. O ministro Guilherme Boulos classificou os episódios como inadmissíveis e declarou que a violência por motivação política não ficará impune.