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Petrobras eleva querosene de aviação em 7,2% em novembro

Novo preço vale desde 1º de novembro para vendas às distribuidoras; anúncio não estabelece alteração automática no valor dos bilhetes

aumento do querosene de aviação em novembro - Fotos: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras elevou em 7,2% o preço médio do querosene de aviação vendido às distribuidoras a partir de 1º de novembro. A diferença equivale a R$ 0,45 por litro em relação a outubro.

A informação foi divulgada pela companhia em comunicado à imprensa reproduzido pela Reuters. O reajuste atinge o combustível utilizado na aviação e altera o custo em uma etapa anterior à venda de passagens.

O que explica a mudança

Segundo a Petrobras, a decisão acompanha o aumento das cotações internacionais do QAV. A empresa associa o movimento às tensões no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia.

A companhia informa que os valores são revistos mensalmente por uma fórmula contratual. A avaliação da estatal é de que esse mecanismo reduz a transmissão imediata de oscilações de curto prazo.

Em outros mercados, afirma a Petrobras, há revisões mais frequentes, que podem ocorrer diariamente. A empresa sustenta que a variação acumulada no Brasil permanece inferior à observada internacionalmente desde o início do conflito.

Como interpretar o percentual

O aumento de 7,2% refere-se à venda de combustível às distribuidoras. Ele não determina que cada passagem aérea deva subir na mesma proporção.

As tarifas dependem também de demanda, concorrência, oferta de assentos e decisões comerciais das companhias. Portanto, o anúncio não permite calcular uma alta específica para voos de ida ou volta a Maceió.

Para quem planeja viajar, é necessário comparar o valor final dos bilhetes. A informação confirmada neste momento é a mudança no preço do insumo, não um reajuste uniforme anunciado pelas empresas aéreas.