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Eleições nos EUA em 2026: o que está em jogo e quando sai a apuração
Associated Press projeta maioria democrata na Câmara e no Senado; Alasca e Mississippi seguem sem definição na disputa ao Senado
O Partido Democrata deve retomar o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos, segundo projeções da Associated Press para as eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira (3). A oposição já alcançou o número de cadeiras necessário para comandar as duas Casas, embora a contagem ainda não tenha terminado em todas as disputas.
Donald Trump não estava na urna e continua na Presidência. A mudança ocorre no Congresso: a partir de janeiro de 2027, o presidente republicano deverá negociar com maiorias democratas para aprovar projetos e o orçamento federal. O novo Senado também poderá barrar indicações feitas pela Casa Branca.
Qual é o placar das eleições nos EUA?
No painel do The Guardian atualizado às 9h03 de Brasília desta quarta-feira (4), a projeção para a Câmara apontava 228 cadeiras democratas e 139 republicanas. No Senado, o bloco democrata somava 54 cadeiras, incluindo dois independentes, contra 44 republicanas.
- Câmara: 228 democratas, 139 republicanos e 68 disputas ainda sem vencedor projetado naquele painel. São necessárias 218 das 435 cadeiras para a maioria.
- Senado: 52 democratas e dois independentes alinhados ao partido, ante 44 republicanos. Duas disputas ainda estavam abertas. A maioria absoluta é de 51 das 100 cadeiras.
As 435 vagas da Câmara foram disputadas nesta eleição. No Senado, onde os mandatos são escalonados, 35 cadeiras estavam em jogo. Por isso, o placar projetado para o Senado soma quem venceu nesta eleição e quem já tinha mandato e permanece na Casa.
Em quais estados os democratas avançaram?
Segundo a Associated Press, os democratas conquistaram pelo menos sete cadeiras do Senado que estavam com os republicanos: Carolina do Norte, Carolina do Sul, Iowa, Kansas, Maine, Ohio e Texas. Também preservaram cadeiras em estados disputados, como Geórgia e Michigan.
No Texas, a projeção apontou vitória de James Talarico sobre o republicano Ken Paxton. A contagem preliminar publicada pela Secretaria de Estado do Texas também mostrava Talarico à frente. Em Ohio, Sherrod Brown foi projetado vencedor contra Jon Husted. No Maine, Troy Jackson foi projetado à frente da senadora republicana Susan Collins.
Os democratas também avançaram em disputas estaduais. A AP projetou a vitória de Gina Hinojosa para o governo do Texas, onde o republicano Greg Abbott buscava a reeleição. Em Ohio, Iowa e Geórgia, o partido também foi projetado vencedor em governos antes controlados pelos republicanos.
Quais disputas ainda estão abertas?
Entre as 35 disputas para o Senado, Alasca e Mississippi ainda não tinham vencedor projetado no balanço consultado. No Mississippi, a democrata Scott Colom e a republicana Cindy Hyde-Smith apareciam separados por uma margem estreita na contagem acompanhada pela NBC News.
Essas disputas podem mudar o tamanho da maioria, mas não o controle projetado do Senado: o bloco democrata já ultrapassou as 51 cadeiras necessárias. O mesmo vale para a Câmara, onde o partido já passou do patamar de 218.
O que a mudança significa para Trump?
Com maioria nas duas Casas, os democratas poderão definir prioridades de votação, conduzir comissões e ampliar a fiscalização sobre o governo. O controle do Senado dá ao partido mais poder sobre a confirmação de indicados do presidente, inclusive para cargos do Executivo e do Judiciário federal.
Trump mantém o poder de veto. Para derrubá-lo, são necessários dois terços dos votos em cada Casa, um patamar acima das maiorias projetadas. O novo Congresso começa em 3 de janeiro de 2027. Até lá, a composição atual continua em exercício.
Onde acompanhar a apuração oficial?
O USAGov reúne os links das autoridades eleitorais estaduais e locais. Uma parcial publicada por uma autoridade eleitoral informa quantos votos foram contabilizados até aquele momento. Já uma projeção jornalística indica o vencedor esperado a partir dos votos divulgados e da avaliação dos que ainda faltam. A certificação é feita pelas autoridades eleitorais, de acordo com o calendário de cada estado.
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