» Sociedade
Conselho Nacional do MP alerta para crimes motivados por divergências políticas após eleições
Nota pública destaca que liberdade de manifestação não permite ameaças, perseguições, xenofobia e discriminação relacionadas ao resultado das eleições de 2026.
O Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) divulgou, nesta quarta-feira (4/11), uma nota pública alertando que divergências políticas não justificam práticas criminosas após as eleições presidenciais de 2026.
O colegiado ressaltou que a liberdade de manifestação política é garantida pela Constituição, mas não autoriza ameaças, perseguições, assédio, xenofobia, discriminação ou represálias motivadas por preferências partidárias e resultados eleitorais.
A manifestação também reafirma o compromisso do Ministério Público com a proteção dos direitos fundamentais, do pluralismo político e da dignidade da pessoa humana.
Por meio do Grupo Nacional de Coordenadores Eleitorais (Gnace), o Conselho também emitiu uma orientação técnica para padronizar a atuação das Promotorias de Justiça diante de ocorrências registradas após o segundo turno.
As diretrizes abrangem denúncias de assédio eleitoral, perseguições profissionais, boicotes econômicos e manifestações discriminatórias. Os casos deverão receber os encaminhamentos cabíveis para investigação e eventual responsabilização.
As providências poderão ocorrer nas esferas eleitoral, criminal, trabalhista ou cível, conforme a natureza das condutas identificadas.
» MAIS LIDAS
-
1
DOR E REVOLTA
Joseane dos Santos é assassinada a facadas; filha desabafa: “Nenhuma justiça apaga o vídeo que eu vi”
-
2
FISCALIZAÇÃO NO GALEÃO
PF anuncia três prisões por medicamentos ilegais no Galeão
-
3
SEM CENSURA
Deputados alagoanos propagam fake news sobre classificação de desenho bíblico
-
4
denúncia do MP
Justiça torna Jair Renan Bolsonaro réu por suspeita de fraude em empréstimos e lavagem de dinheiro
-
5
Recuperação Extrajudicial
Braskem adia prazo para definir reestruturação de capital após impasse com investidores