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Silêncio dos homens diante de sintomas pode atrasar diagnóstico de doenças graves

Especialista alerta que o hábito de ignorar sinais do organismo dificulta a prevenção. Brasil deve registrar 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano entre 2026 e 2028

Como o medo de demonstrar fraqueza afasta homens dos consultórios - Fotos: Assessoria

A resistência masculina em procurar atendimento médico pode atrasar o diagnóstico de doenças. Sintomas como alterações urinárias, fadiga e disfunção erétil costumam ser associados ao estresse e à rotina de trabalho.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano no Brasil entre 2026 e 2028. A doença representa 30,5% dos cânceres diagnosticados em homens, excluindo os tumores de pele não melanoma.

Segundo o urologista e professor Tiago Negrão, muitos homens associam saúde à capacidade de continuar trabalhando e cumprindo suas responsabilidades. Com isso, acabam ignorando sinais do organismo e deixam de buscar avaliação médica.

Além do câncer de próstata, alterações como jato urinário fraco, vontade frequente de urinar durante a noite, perda de libido e disfunção erétil podem indicar outros problemas. Algumas dessas manifestações também podem estar relacionadas a doenças cardiovasculares e metabólicas.

O especialista alerta que hipertensão, diabetes, doenças renais, problemas cardíacos e câncer colorretal também podem evoluir sem sintomas evidentes. O medo de descobrir doenças e o constrangimento para falar sobre questões íntimas são apontados como barreiras ao atendimento.

A campanha Novembro Azul reforça a importância do acompanhamento médico e da investigação de alterações no organismo. De acordo com Negrão, a identificação precoce de doenças permite avaliar as opções de tratamento e pode favorecer o prognóstico e a qualidade de vida.