Quem sai ganhando com a volta de Gustavo Pontes à Secretaria de Saúde?

Em nenhum lugar do mundo, um secretário de estado investigado pela Polícia Federal no maior escândalo de corrupção da história da saúde local estaria de volta ao cargo

Gustavo Pontes e Paulo Dantas - Fotos: Divulga/Unidade Popular

A volta de Gustavo Pontes à Secretaria Estadual de Saúde escancara o que estamos vendo em nível nacional: "O jogo do poder", e aqui em Alagoas parece ter regras próprias. Paulo Dantas e Marcelo Victor não comemoram o retorno de um gestor competente, mas a vitória no teste de força.


Entendam! Em nenhum lugar do mundo, um secretário de estado investigado pela Polícia Federal no maior escândalo de corrupção da história da saúde local estaria de volta ao cargo. A operação Estágio 4 virou detalhe diante da "carta de imunidade" que o grupo político parece ter conquistado.

O grande vencedor desse jogo é o sistema, ao reconduzir Gustavo Pontes à pasta mais sensível do estado. Mesmo com indícios robustos, precariedade no serviço de saúde, comoção popular e decisões judiciais, nada disso foi suficiente para furar a blindagem construída pelo núcleo duro do poder.

Dantas e Marcelo Victor enviam um recado claro aos adversários: existem os protegidos e os que são descartáveis. A mensagem é cristalina: "nós podemos proteger os nossos, não importa o que aconteça". Enquanto isso, a população perde; perde quando vê um secretário investigado voltando ao comando da saúde em meio a um caos; perde quando percebe que o maior escândalo de corrupção da história não gerou consequências aos envolvidos.

A volta de Gustavo Pontes é um tapa na cara do povo sofrido de Alagoas, que enfrenta filas de espera, mau atendimento, falta de medicamentos e caos na média e alta complexidade. Mas para a cúpula do poder é um troféu. E, nesse troféu, está gravado o recado: "nós podemos tudo". Resta saber até quando o povo aceitará pagar essa conta.

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