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Braskem volta a cometer crime ambiental em Maceió, denuncia professor da UFAL
Imagens mostram partes do mangue cobertas por pedras e outros materiais. O professor faz um apelo por uma investigação para determinar a veracidade da denúncia.
O professor doutor Dilson Ferreira, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), usou as redes sociais para denunciar que a Braskem, empresa responsável pelo afundamento do solo em bairros de Maceió, voltou a cometer crime ambiental na capital alagoana.
Em um vídeo gravado na manhã da última segunda-feira (18/9) e compartilhado nas redes sociais, o docente exibiu uma área de manguezal que estaria sendo aterrada, afirmando que há "evidências de que a mineradora está aterrando um manguezal no Mutange."
Embora o local exato não tenha sido mencionado, as imagens mostram partes do mangue cobertas por pedras e outros materiais. O professor faz um apelo por uma investigação para determinar a veracidade da denúncia. "Se for autorizado, que se apresente a licença, os estudos e as justificativas que estão dentro do que prevê as leis ambientais", completa.
Na publicação, o Dilson enfatiza que "o mangue é protegido pela lei brasileira, principalmente pelo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) e pela Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998)" e que essas áreas " são considerados áreas de preservação permanente, o que implica em sua conservação e proíbe a realização de atividades que causem sua degradação ou destruição".
A Braskem provocou afundamento do solo que levou cerca de 55 mil pessoas a deixarem suas casas e seus negócios. Mais de 14 mil imóveis foram condenados em cinco bairros da capital de Alagoas: Pinheiro, Bom Parto, Mutange, Bebedouro e Farol.
Confira o vídeo na íntegra:
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