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Influenciador alagoano Kel Ferreti é condenado a 10 anos por estupro
Justiça mantém prisão preventiva e impõe indenização de R$ 50 mil à vítima; crime ocorreu após encontro marcado em grupo de apostas no WhatsApp
A 4ª Vara Criminal de Alagoas condenou nesta terça-feira (15) o influenciador digital Kleverton Pinheiro de Oliveira, conhecido como Kel Ferreti, a 10 anos de reclusão em regime inicialmente fechado pelo crime de estupro. A decisão judicial também estabeleceu o pagamento de R$ 50 mil em indenização por danos psicológicos à vítima e manteve a prisão preventiva do acusado.
O caso remonta a 16 de junho de 2024, quando Ferreti teria cometido violência sexual contra uma mulher em uma pousada no bairro Cruz das Almas, em Maceió. Segundo as investigações do Ministério Público Estadual (MPE), o influenciador conheceu a vítima em um grupo de WhatsApp sobre jogos de azar que ele mesmo administrava.
De acordo com as provas apresentadas, Ferreti usou sua posição no grupo para se aproximar da vítima, inicialmente enviando valores em dinheiro superiores aos habituais via Pix. Os diálogos evoluíram para conversas privadas, onde o influenciador questionou sobre preferências sexuais da mulher. Quando questionado sobre "tapas durante o ato sexual", a vítima afirmou entender que seriam "tapinhas leves", segundo seu depoimento.
O encontro marcado na pousada teria se transformado em um pesadelo. O MPE relatou que Ferreti iniciou a relação sexual de forma violenta, causando lesões físicas e psicológicas na vítima. Entre as agressões descritas estavam socos nas costelas, tapas fortes no rosto e penetração brutal, mesmo com a mulher demonstrando dor e tentando se afastar.
Testemunhas e provas materiais, incluindo fotos das lesões e registros da pousada, corroboraram a versão da vítima. A decisão judicial destacou que o comportamento do acusado após o ato - incluindo a sugestão de que a vítima "passasse gelo" nas lesões - demonstrava total desprezo pelo sofrimento causado.
A defesa de Kel Ferreti manteve a inocência do cliente, alegando que todas as relações sexuais teriam sido consensuais. No entanto, a Justiça considerou provas suficientes para a condenação, que ainda cabe recurso.
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