» Sociedade

Fatalidade em Maceió reforça importância da Lei Lucas e preparo para primeiros socorros

Morte de criança após engasgo reacende debate sobre capacitação obrigatória para emergências e como treinamento pode salvar vidas

Bernardo Cavalcanti Morais de Oliveira, de cinco anos, morreu após engasgo - Fotos: Reprodução

A morte do menino Bernardo Cavalcanti Morais de Oliveira, de cinco anos, após um episódio de engasgo em uma loja em Maceió, voltou a levantar discussões sobre a necessidade de preparo para situações de emergência em ambientes com grande circulação de pessoas.

O caso também fez lembrar a importância da Lei Lucas, legislação criada para tornar obrigatória a capacitação em primeiros socorros em escolas públicas e privadas do país. A norma surgiu após a morte do estudante Lucas Begalli Zamora, vítima de engasgo durante uma atividade escolar em 2017.

Embora voltada ao ambiente educacional, a lei frequentemente é citada em situações como a registrada na capital alagoana, justamente por evidenciar como o conhecimento técnico pode ser determinante nos primeiros minutos de uma emergência — algo que pode acontecer em qualquer lugar, como shoppings, supermercados, lojas e eventos com grande circulação de pessoas.

No episódio ocorrido em Maceió, a empresa responsável pela loja informou que funcionários treinados prestaram os primeiros atendimentos assim que a situação foi percebida. Segundo a companhia, a equipe agiu imediatamente e contou ainda com o auxílio de um profissional da área da saúde que estava no local, que orientou os familiares a levar a criança para atendimento médico.

Especialistas costumam apontar que episódios de engasgo exigem resposta rápida e procedimentos corretos para evitar o agravamento do quadro. Por isso, discussões sobre capacitação em primeiros socorros têm ganhado espaço não apenas em escolas, mas também em empresas e locais com grande fluxo de pessoas.