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Operação conjunta apreende mais de 670 caixas de cigarros eletrônicos ilegais no Centro de Maceió

Venda proibida de vapes e pods preocupa autoridades devido aos riscos à saúde e popularidade entre jovens

Operação conjunta apreende mais de 670 caixas de cigarros eletrônicos ilegais no Centro de Maceió - Fotos: Assessoria

Uma ação conjunta realizada nesta quinta-feira (7/8), no Centro de Maceió, resultou na apreensão de mais de 670 caixas de cigarros eletrônicos em diversos estabelecimentos comerciais da capital alagoana. A operação contou com a participação do Procon Alagoas, Anvisa, Vigilância Sanitária Estadual e Municipal, Procon Maceió, Polícia Civil e Guarda Municipal, que atuaram no combate à comercialização irregular de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), como vapes e pods.

Apesar da venda desses produtos ser proibida no Brasil desde 2009 pela Anvisa, a comercialização ilegal tem se tornado comum em bancas, lojas de conveniência e pela internet. Durante a fiscalização, um estabelecimento foi flagrado vendendo cigarros eletrônicos e divulgando os produtos em redes sociais, com preços acessíveis, ampliando a preocupação das autoridades diante do crescimento do comércio clandestino.

O presidente do Procon Alagoas, Daniel Sampaio, alertou para os riscos do uso desses dispositivos, especialmente entre os jovens, que muitas vezes acreditam que o cigarro eletrônico é menos prejudicial que o tradicional. Segundo ele, “a comercialização desses dispositivos é ilegal e extremamente preocupante”, ressaltando a necessidade da ação integrada dos órgãos para proteger a população.

Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que os vapers contêm substâncias tóxicas como nicotina, aromatizantes artificiais e metais pesados, que podem causar danos graves ao sistema respiratório, cardiovascular e neurológico. O uso contínuo pode gerar dependência química e lesões pulmonares, problemas já registrados no Brasil e no exterior.

O Procon Alagoas reforça a importância de denúncias à comercialização irregular, especialmente a venda para menores de idade, que configura crime e representa um grave problema de saúde pública. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 152, WhatsApp (82) 98883-7586 ou presencialmente mediante agendamento pelo site agendamento.seplag.al.gov.br.

*Com informações da Assessoria