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Tentou fugir? Bolsonaro admite uso de solda para violar tornozeleira eletrônica
Em depoimento, ex-presidente justificou o ato como um
O ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu à Polícia Federal (PF) que utilizou uma solda para violar o funcionamento de sua tornozeleira eletrônica.
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A confissão ocorreu durante interrogatório, no qual ele não citou a possível ajuda de terceiros, atribuindo a ação a um "momento de surto". No entanto, a admissão pode ser a materialização das suspeitas de que havia um plano em andamento para tentar livrá-lo da cadeia.
A violação do dispositivo de monitoramento, imposto como condição para sua liberdade durante o processo, foi considerada pela PF uma quebra grave dos termos acordados com a Justiça. O flagrante da manipulação do equipamento deu lastro às suspeitas de que o ex-presidente poderia tentar fugir para não cumprir a pena de 27 anos pela condenação por crime de golpe de Estado.
A PRISÃO PREVENTIVA
A decisão pela prisão preventiva foi formalizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) neste sábado, 22, após a corte ser comunicada sobre a violação da tornozeleira e a avaliação de um "concreto risco de fuga". A captura do ex-chefe do Executivo foi executada pelas forças de segurança na manhã de hoje.
Além da violação do dispositivo, o STF considerou que a vigília pública convocada pelo senador Flávio Bolsonaro em apoio ao pai criava um ambiente propício para uma tentativa de evasão. A decisão determina que Bolsonaro permaneça custodiado até o início do cumprimento da pena definitiva.
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