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Réveillon 2025: Prefeituras não cumprem lei que proíbe fogos de estampido em Alagoas

A virada de 2025 para 2026 foi marcada novamente por estampidos, contrariando o objetivo da lei de proteger a saúde pública e o bem-estar animal

Alagoas proíbe fogos de artifício com estampido - Fotos: Waldson Dias

Apesar de uma lei estadual promulgada há dois anos determinar o fim dos fogos de artifício com estampido em Alagoas, a maioria das prefeituras ignorou a possibilidade de aderir voluntariamente à proibição durante o último Réveillon. O resultado foi mais uma noite de trauma para animais e pessoas com sensibilidade auditiva, como autistas.

A Lei nº 9.146/2024, sancionada pelo governador Paulo Dantas, deu um prazo de dois anos para adequação, com vigência plena a partir de 10 de janeiro de 2026. No entanto, o texto permitia que municípios antecipassem a restrição de forma voluntária. A maioria não o fez.

Com isso, a virada de 2025 para 2026 foi marcada novamente por estampidos, contrariando o objetivo da lei de proteger a saúde pública e o bem-estar animal. Relatos de crises em autistas e pânico em animais domésticos foram comuns.

A partir de agora, a comercialização e o uso desses fogos estarão definitivamente proibidos em todo o estado. A fiscalização caberá aos órgãos competentes, mas a omissão das prefeituras no Réveillon revela o desafio de fazer a lei sair do papel.

Bom exemplo:

Enquanto a maioria das prefeituras alagoanas ignorou a possibilidade de antecipar a proibição estadual aos fogos de artifício com estampido, a capital, Maceió, deu exemplo e cumpriu a lei durante o Réveillon. Em cinco pontos diferentes da cidade, a tradicional queima de fogos foi substituída por espetáculos completamente silenciosos, priorizando luzes e cores sem os estampidos que causam sofrimento a pessoas autistas e animais.