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Maceió lidera alta da cesta básica em dezembro e registra maior aumento entre as capitais
Capital alagoana teve variação de 3,19% no custo dos alimentos, segundo levantamento do Dieese e da Conab
O custo da cesta básica voltou a pesar no bolso dos consumidores brasileiros em dezembro de 2025, com aumento registrado em 17 capitais do país. Entre todas elas, Maceió apresentou a maior elevação percentual, consolidando-se como a capital onde os alimentos essenciais mais encareceram no período. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Na capital alagoana, o valor médio da cesta básica subiu 3,19%, liderando o ranking nacional de altas. Em seguida aparecem Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%). João Pessoa foi a única capital onde não houve variação de preço no período, enquanto as demais cidades registraram queda.
Apesar da alta expressiva, Maceió ainda figura entre as capitais com menor custo médio da cesta básica, com valor de R$ 589,69. No Nordeste e no Norte, apenas Aracaju (R$ 539,49) apresentou custo inferior. Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10) completam a lista das cidades com cestas mais baratas do país.
Entre os principais fatores que puxaram os preços para cima está a carne bovina de primeira, que ficou mais cara em 25 das 27 capitais brasileiras. Segundo o Dieese, o aumento está relacionado à maior demanda interna e externa, aliada à oferta restrita do produto. Outro item que pressionou o orçamento foi a batata, que registrou alta em praticamente todo o país. A exceção foi Porto Alegre, onde houve queda de 3,57%. No Rio de Janeiro, o aumento chegou a 24,10%, influenciado pelas chuvas e pelo encerramento do período de colheita.
Mesmo com a elevação em Maceió, a cesta básica mais cara do Brasil segue sendo a de São Paulo, que atingiu R$ 845,95 em dezembro. Na sequência aparecem Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).
Com base no valor da cesta mais cara do país e no que determina a Constituição Federal — que prevê um salário-mínimo capaz de suprir despesas básicas como alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer — o Dieese estimou que o salário-mínimo ideal em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83, o equivalente a 4,68 vezes o mínimo vigente de R$ 1.518,00.
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