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Alagoas registra mais de 14 mil acidentes com escorpiões em 2025 e autoridades reforçam alerta no verão

Dados do Sinan apontam maior número de ocorrências em Maceió, Arapiraca e São Miguel dos Campos; calor favorece reprodução do aracnídeo

Alagoas registra mais de 14 mil acidentes com escorpiões em 2025 - Fotos: Pedro Júnior/Assessoria

Alagoas contabilizou 14.379 acidentes com escorpiões ao longo de 2025, sem registro de óbitos, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. O volume elevado de ocorrências acendeu o alerta das autoridades sanitárias, especialmente neste período de verão, quando as altas temperaturas favorecem a reprodução do aracnídeo e aumentam o risco de novos casos.

As cidades com maior número de registros foram Maceió, com 5.174 acidentes, seguida por Arapiraca, que contabilizou 1.254 casos, e São Miguel dos Campos, com 552 ocorrências. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reforça a necessidade de intensificar as medidas de prevenção, sobretudo em residências localizadas em áreas urbanas.

De acordo com o coordenador do Programa Estadual de Controle de Zoonoses da Sesau, Clarício Bugarim, alguns cuidados simples podem reduzir significativamente o risco de acidentes. “É necessário limpar com frequência as caixas de gordura e mantê-las vedadas. Também é importante que, antes de utilizar sapatos, toalhas e roupas, seja verificado se não há um escorpião agarrado a estes objetos”, orientou.

Outro ponto de atenção envolve o controle de baratas, que fazem parte da cadeia alimentar dos escorpiões. Cobrir ralos de banheiros, acondicionar corretamente o lixo e evitar o acúmulo de entulhos ou materiais de construção são medidas fundamentais. O técnico também alerta para a importância do uso de luvas ao manusear troncos, pedaços de madeira ou ao realizar atividades em locais com buracos no solo.

O que fazer em caso de picada

Em situações de acidente, a orientação da Sesau é lavar imediatamente o local da picada com água e sabão, aplicar compressa morna e procurar atendimento em uma unidade de saúde. A vítima deve evitar esforço físico até receber avaliação médica.

Clarício Bugarim reforça que práticas populares podem agravar o quadro clínico. “Não se deve amarrar o local da picada, nem aplicar substâncias, fazer cortes ou queimaduras. Também não se deve oferecer bebidas alcoólicas ao acidentado, pois elas não têm efeito contra o veneno e podem agravar a situação”, alertou.

A Secretaria de Saúde destaca que a divulgação dos dados e a adoção de medidas preventivas são essenciais para reduzir os acidentes, principalmente durante os meses mais quentes do ano, quando a incidência tende a ser maior.