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Operação desarticula esquema milionário de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro em Alagoas
Operação desarticula esquema milionário de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro em Alagoas
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas (FICCO/AL) deflagrou, nesta quarta-feira (25/2), a Operação Contrato Final, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de estruturar fraudes bancárias e promover lavagem de dinheiro no estado. A ofensiva contou com o apoio do Grupo de Pronta Intervenção (GPI/AL) e do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Alagoas.
Ao todo, foram cumpridos 32 mandados judiciais, incluindo ordens de busca e apreensão, prisões preventivas, sequestro de bens, afastamento cautelar de função pública e quebra de sigilo telemático. As diligências ocorreram nos municípios de Maceió, Coruripe e São Luís do Quitunde. Durante a operação, foram apreendidos armamentos, veículos de alto padrão, balança de precisão e diversos equipamentos eletrônicos.
De acordo com as investigações, o grupo seria liderado por empresários da região, com participação direta de um gerente da própria instituição financeira. O esquema consistia na criação de empresas fictícias e no uso de documentos falsificados para obtenção de empréstimos de alto valor junto à Caixa Econômica Federal. Após a liberação do crédito, os recursos eram transferidos para contas pessoais dos investigados ou direcionados a empresas vinculadas ao grupo.
A apuração também identificou a contratação de seguros de vida em nome de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Conforme os autos, essas pessoas teriam falecido em circunstâncias consideradas suspeitas pouco tempo após a formalização das apólices, figurando integrantes da organização como beneficiários. Há indícios de que algumas mortes tenham ocorrido por afogamento. Esses elementos serão encaminhados à autoridade policial competente para aprofundamento das investigações.
Em nota, a Polícia Federal destacou que fraudes contra instituições financeiras federais afetam diretamente a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional, além de comprometer recursos destinados a políticas públicas e ao desenvolvimento econômico.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, lavagem de capitais, estelionato majorado, falsidade ideológica e obtenção de financiamento mediante fraude em instituição financeira. Caso condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.
A FICCO/AL é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar de Alagoas e Polícia Penal de Alagoas.
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