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MPAL instaura procedimento e pode pedir jogo com portões fechados após confusão em partida do ASA

Promotoria do Consumidor notifica clube, oficia PM e FAF e avalia falhas de segurança registradas após confronto em Arapiraca

MPAL instaura procedimento e pode pedir jogo com portões fechados - Fotos: Reprodução/NN TV

As cenas de vandalismo e confusão generalizada registradas na noite desta quarta-feira (25/2), após o jogo entre a Associação Sportiva Arapiraquense (ASA) e o Operário Futebol Clube, motivaram a instauração de procedimento pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL). A medida foi adotada, em caráter de urgência, pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, que apura possíveis falhas na organização e na segurança do evento esportivo realizado em Arapiraca.

O promotor de Justiça Thiago Chacon determinou a notificação do clube mandante e oficiou o comando do 3º Batalhão da Polícia Militar, além da Federação Alagoana de Futebol (FAF). Dependendo do resultado das análises, o órgão pode recomendar desde ajustes operacionais até a realização de partida com portões fechados na final do Campeonato Alagoano, quando o ASA enfrentará o Clube de Regatas Brasil (CRB).

Em manifestação oficial, o promotor afirmou que “a atuação da Promotoria do Consumidor de Arapiraca é sempre pautada pela defesa intransigente da ordem pública e pela promoção de um ambiente seguro nos estádios, com o objetivo de erradicar confrontos protagonizados por torcedores. Lamentavelmente, a persistência dessa cultura de violência impõe a adoção de medidas enérgicas e imediatas, podendo chegar até mesmo a perdas de mando de campo ou jogos com portões fechados. Os registros feitos na noite de ontem, no Estádio Coaracy, foram ainda mais graves, pois apontam para episódios de violência que envolveram, inicialmente, os próprios jogadores, com posterior participação de dirigentes, comissão técnica e de parcela do público presente que, de forma, também, bastante preocupante, conseguiu invadir o campo sem maiores problemas. Diante disso, é imprescindível identificar a origem das falhas, individualizar as responsabilidades e adotar todas as providências legais cabíveis. Nesse sentido, já determinamos a notificação do clube mandante — o ASA de Arapiraca —, a quem compete, nos termos da legislação vigente, a responsabilidade pela segurança do evento, para que preste os esclarecimentos necessários e responda pelos fatos apurados”.

O Ministério Público solicitou à Polícia Militar informações detalhadas sobre o efetivo empregado na partida e as estratégias preventivas previstas para o próximo confronto em Arapiraca. À FAF, foram requisitadas cópias da súmula, boletins e atas do jogo, além da adoção de providências no âmbito disciplinar esportivo. Também foi expedido ofício à NN TV para o envio integral das imagens da confusão.

Entre os pontos considerados prioritários estão a facilidade de invasão do gramado por torcedores e integrantes das delegações e o baixo número de agentes de segurança observado nas imagens. Com base na Lei nº 14.597/2023, a Lei Geral do Esporte, o MPAL poderá adotar medidas administrativas e disciplinares, incluindo eventual perda de mando de campo ou realização de jogos sem público, caso as irregularidades sejam confirmadas.