» Política
JHC é retaliado e perde comando do PL em Alagoas, por imposições de Arthur Lira
PL Nacional rende-se às exigências do ex-presidente da Câmara dos Deputados e ignora potencial eleitoral do prefeito de Maceió
A legítima reivindicação política do prefeito JHC de indicar um nome ao Senado para sua chapa a governador de Alagoas foi retaliada pelo Partido Liberal (PL), neste sábado (21), com a destituição do prefeito de Maceió do comando da sigla em Alagoas.
O gesto de intervenção foi uma punição política pelo fato de JHC não ceder às imposições de seu aliado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
A frieza do ofício recebido por JHC da Direção Nacional do PL evidencia o jogo bruto avalizado por Lira, que, mesmo tendo seu próprio nome pactuado com o prefeito para disputar o cargo de senador, quis impor o nome do deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) à segunda vaga para o Senado.
No início da semana, o PL chegou a afirmar que assegurava a legenda para JHC disputar o governo de Alagoas como palanque para a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Estado. Mas não admitiu que JHC priorizasse sua autonomia em formar sua chapa majoritária com nomes de sua confiança, incluindo o do próprio Lira, com quem firmou parceria efetiva que legou capital político recíproco, em Maceió.
Em busca de diálogo por uma solução de consenso, JHC esteve em Brasília nesta última semana, com a cúpula nacional do PL. Mas a retaliação do partido de Jair Bolsonaro ignorou a estatura eleitoral de JHC, que o projeta ao governo estadual após ter ajudado o ex-presidente a ter maioria de votos em Maceió, na única capital do Nordeste em que superou Lula (PT), em 2022.
Ao admitir que a intervenção tenha sido usada como arma contra um filiado importante no Nordeste, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto avaliza que seu partido perca uma cadeira no Senado, da senadora Eudócia Caldas, mãe do prefeito. E cede a possibilidade de uma segunda vaga, que deveria ser disputada pela primeira-dama Marina Candia, para que Lira tente eleger o deputado Alfredo, do União Brasil.
Além disso o PL deixando de ser comandado pelo prefeito JHC perde um dos nomes políticos mais emergentes da última década em Alagoas e no Nordeste, que se tornou a estrela da sigla com projeção nacional.
De fato, o PL deve ter como novo presidente em Alagoas o deputado estadual Cabo Bebeto, outro aliado comum do prefeito e de Lira, mas com bem menor expressão política em Alagoas. Mas Arthur Lira mostrou que é ele quem realmente manda no PL de Alagoas, com Flávio e Jair Bolsonaro rendidos aos interesses do ex-presidente da Câmara, que comanda o Progressistas e vários outros partidos nanicos.
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